Prestes a completar 40 anos, Terminal Rita Maria será privatizado – Relembre a inauguração, com Fafá de Belém

No início da tarde do feriado de 7 de setembro de 1981, finalmente, a capital catarinense ganhava uma rodoviária à altura do seu inexorável desenvolvimento urbano.

O inovador projeto arquitetônico do Terminal Rita Maria foi escolhido por meio de um concurso nacional promovido, em 1976, pelo governo do Estado.


Ganhou a equipe formada pelos arquitetos uruguaios Yamandú Carlevaro e Enrique Nadotti e o argentino Ricardo Monti.




Entre as características ousadas da construção, chama a atenção o enorme telhado formado por 144 blocos de concreto, que pesam 24 toneladas cada um.


Durante a construção foi necessário um guincho especial da Alemanha para poder encaixar as estruturas.




Além do show de Fafá, que emocionou a todos cantando o hino nacional, a inauguração contou com uma corrida de kart e outra de ciclismo, e terminou com um gigante bolo distribuído entre a população.

Concessão à iniciativa privada


Passadas quase quatro décadas daquela data memorável, o governo do Estado anunciou que está avançando no processo de concessão da rodoviária para a iniciativa privada.


O primeiro passo foi a regularização do terminal junto ao governo federal, proprietário desta área de marinha.


Para isso, foi assinado, nesta sexta-feira, 31, um contrato de cessão de uso com a Superintendência do Patrimônio da União.


O regime da cessão será o de arrendamento, com vigência de 20 anos, com possibilidade de prorrogação.

Licitação em 2021


Ao mesmo tempo, o Estado informou que iniciou os estudos para conceder o terminal à iniciativa privada, dentro do projeto do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI-SC).


De acordo com o secretário executivo de Parcerias Público Privadas da SCPar, Ramiro Zinder, o processo para recebimento de estudos técnicos, econômicos e jurídicos já está sendo realizado. “Essa análise vai permitir o embasamento para lançar o edital de licitação em 2021”.

Dívida de SC com a União


Ao longo dos anos, o governo do Estado deixou de pagar cerca de R$ 20 milhões à União pelo uso da área de marinha.


Agora, com o novo contrato houve uma renegociação que baixou a dívida para R$ 5 milhões.


“Foram flexibilizados valores da multa e dos pagamentos atrasados, que superavam os R$ 20 milhões. O valor que está em aberto e será pago é de R$ 5,2 milhões, podendo ainda ser parcelado em até 60 meses”, informou a Secretaria de Infraestrutura.

Veja outras imagens da década de 1970:



(A foto de abertura é reprodução do Deter. É desconhecida a autoria das demais imagens antigas. Já as fotos mais modernas são do site www.archdaily.com.br)