PF deflagra operação contra grupo que fraudava auxílio emergencial e outros programas sociais do governo

Dimitrius Dantas
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SÃO PAULO — A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta terça-feira (dia 8) cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra um grupo suspeito de realizar fraudes no saque do auxílio emergencial. De acordo com a corporação, a quadrilha teria se apropriado de pelo menos 45 benefícios.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava com a participação de funcionários públicos com acesso ao Cadastro Único, sistema de dados com informações dos beneficiários do programa. O grupo alterava os dados de pessoas de baixa renda no sistema, principalmente os nomes das mães e os endereços.

De posse dessas informações, os suspeitos ligavam para o canal de atendimento da Caixa e solicitavam o encaminhamento dos cartões para os endereços fictícios e em comum cadastrados pelos agentes públicos cooptados.

Na posse dos cartões desviados, os membros da associação telefonavam para a URA da Caixa Econômica Federal e realizavam o pré-cadastramento de suas senhas.

“Posteriormente, os membros dessa associação se dirigiam a uma lotérica situada na Zona Sul e efetivavam a confirmação daquelas senhas, com o auxílio de uma funcionária do estabelecimento, que recebia cerca de R$ 30,00 por senha confirmada”, afirmou a Polícia Federal.

O grupo executava os saques em diversas agências bancárias no exato dia e na primeira hora em que eram liberados. Segundo a PF, o grupo também atuava em fraudes em diversos programas sociais há cerca de quatro anos. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo/SP.

Os investigados irão responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão, de acordo com a Polícia Federal. A operação foi denominada Parasitas.


Com Agências