Moisés reage ao impeachment

Defesa do governador questiona legitimidade do defensor Ralf Zimmer Junior, alegando que o advogado teria sido condenado em ação penal por violência doméstica.

O governador Carlos Moisés (PSL) decidiu reagir ao pedido de impeachment que começou a tramitar na Alesc na semana passada e que vai ter a representação lida na sessão desta terça (28). Em documento encaminhado ao presidente da Assembleia, deputado Julio Garcia (PSD), o advogado Marcos Fey Probst, que integra a equipe de defesa do governador, aponta suspeições sobre a legitimidade do defensor Ralf Zimmer Junior para protocolar pedido de impeachment contra Moisés.

Segundo o advogado, Zimmer teria sido condenado em ação penal por violência doméstica, o que, em tese, resultaria em cassação dos direitos políticos e por consequência não lhe daria legitimidade de pleitear contra o governador do Estado como fez.

“A Assembleia teria que ter oficiado a Justiça para esclarecer isso, caso não tenha feito. Ao que está disponível para qualquer cidadão nos parece que foi julgado agora em julho. A pergunta é: transitou em julgado ou não? “, questiona o advogado.

O ofício foi encaminhado a título de contribuição e ainda não faz parte da defesa que deverá ser apresentada após a notificação da admissibilidade do pedido de impedimento do governador, da vice, Daniela Reihner (sem partido) e do secretário da Administração, Jorge Tasca.

O aceno, na verdade, mostra que Moisés vai tentar primeiro minar o pedido de impeachment e assim tirar um pouco de força da representação. Se conseguir confirmar a tese levantada pela defesa, o governador ganhará pontos e pela primeira vez neste processo colocará pressão sobre a decisão dos parlamentares.

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