Irmão de Weintraub deixa governo para assumir cargo na OEA

Assessor especial da Presidência e irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, Arthur Weintraub anunciou nesta terça-feira que está deixando o governo para assumir um cargo na Organização dos Estados Americanos (OEA). A informação foi publicada em uma rede social.

Na publicação, Arthur aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirma que foi uma “honra” trabalhar para o governo e agradeceu ao presidente pela oportunidade. A ideia de indicá-lo a um cargo na OEA já circulava em Brasília e Washington.

“Estou triste porque vou deixar o cargo de assessor do presidente Bolsonaro. Quero dizer para ele que foi uma honra, de coração, foi uma honra ter trabalhado para o senhor, essa oportunidade que o senhor me deu”, afirmou.

Bolsonaro, por sua vez, elogiou Arthur e ressaltou que os irmãos Weintraub o apoiam desde antes da eleição presidencial de 2018, um período em que “quase ninguém” acreditava nele.

“Dois anos antes das eleições, o Arthur e seu irmão acreditaram na gente. Fizemos uma viagem ao Japão, Coréia do Sul e Taiwan, também conversamos muito em um momento em que quase ninguém acreditava na gente e tivemos o sucesso da eleição”, lembrou o presidente, acrescentando que as portas do governo estão abertas para Arthur, caso ele deseje retornar.

Desde que seu irmão deixou o cargo, em junho, e saiu do Brasil às pressas para depois ocupar um cargo no Banco Mundial, Arthur convive com especulações de que também sairá do governo. A perspectiva chegou a ser comemorada entre servidores do Planalto. Alguns colegas comentam, em reservado, que ele ocupa um cargo alto demais para “não fazer nada de concreto” e que vivia “na sombra do irmão”. Atribuem ainda sua nomeação a uma recompensa por ter atuado na campanha de Bolsonaro, para a qual foi convidado pelo atual ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Nos últimos tempos, contam auxiliares palacianos, Arthur tem ficado “escanteado”.