França propõe missão internacional de observadores sobre situação dos uigures




Especialistas e organizações de defesa dos direitos humanos acusam Pequim de internar até um milhão de muçulmanos, principalmente da etnia uigur, em campos da região em nome da luta contra o terrorismo.


Instalação murada em Xinjiang, na China, onde o governo chinês é acusado de deter muçulmanos da etnia uigur pela religião

A França propôs, nesta terça-feira (28), o envio de uma “missão internacional de observadores independentes”, sob o comando do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, a Xinjiang, no noroeste da China, para investigar a situação dos uigures.


“Propomos que exista uma missão internacional de observadores independentes, sob a liderança da alta comissária para os Direitos Humanos, Sra. [Michelle] Bachelet, para ir até lá, observar e testemunhar”, disse o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian.


Os uigures compõem quase metade da população de Xinjiang. Majoritariamente muçulmanos, falam um idioma da mesma família que o turco.


ONU está alarmada com relatos de detenção em massa de etnia muçulmana na China


Especialistas e organizações de defesa dos direitos humanos acusam Pequim de internar até um milhão de muçulmanos, principalmente da etnia uigur, em campos da região em nome da luta contra o terrorismo.


A China nega tais números e afirma que essas pessoas são levadas para centros de treinamento vocacional, com o objetivo de ajudá-las a encontrar um emprego, para demovê-las da tentação do extremismo.