Fogo destrói pasto e plantação de milho no sul do Maranhão




Queimada foi registrada em uma fazenda na cidade de Balsas. Em pouco mais de três horas, as chamas destruíram quase 400 hectares de plantação.

Com o tempo seco cresce o número de queimadas no sul do Maranhão. Quase toda a área de uma fazenda na cidade de Balsas foi destruída por um incêndio.


A enorme cortina de fumaça que dava para ser vista a 30 km de distância deixou o sol avermelhado. O fogo teria começado em uma reserva de mata e avançado para área da fazenda, que é destinada a criação de gado e agricultura.


Em pouco mais de três horas, as chamas destruíram quase 400 hectares, uma área que corresponde a pelo menos 400 campos de futebol.


Além da pastagem, que foi atingida pelo fogo, a fazenda cultiva milho, consorciado com o capim, uma técnica que preserva o solo para futuras safras de grãos. Praticamente tudo foi destruído, só restou a cinza.


O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas não conseguiu controlar o incêndio. Os trabalhadores da fazenda tiveram que fazer um mutirão para tentar salvar alguma coisa.


“Consegui tirar o gado do homem e salvar o pasto do gado também. Salvei o pasto que dá pro gado se escapar, no mais, queimou. Tinha bastante milho junto na roça, queimou tudo. Está aí a bagaceira, não tive como fazer nada”, lamentou José Cícero da Silva, gerente da fazenda.


“Ali pra baixo o milho foi queimado todo. Aquela parte de baixo ali, uns 30 hectares por aí, queimou junto, e o pasto foi todo embora”, contou o trabalhador rural João Santana.


O incêndio acabou se alastrando para outras fazendas. Nesta terça-feira (28), pela manhã, o trabalho de combate ao fogo foi retomado. A suspeita é que o incêndio tenha sido provocado por caçadores que teriam deixado fogueiras acesas na mata.


Tempo seco


Nesse período do ano, a umidade relativa do ar, que é a quantidade de partículas de água no ambiente, fica entre 20 e 30%. Além do tempo extremamente seco, o vento facilita a propagação das chamas.


Fogo destrói pasto e plantação de milho no sul do Maranhão.

Além dos prejuízos para o agronegócio, as queimadas avançam cerrado a dentro e ameaçam espécies da fauna e da flora.


Segundo o instituto nacional de pesquisa espaciais, só no mês de julho, o Maranhão já registrou 1.583 focos de incêndios em vegetação, mais da metade de todas as ocorrências do início do ano até agora.


Há mais de duas semanas que as cidades de Mirador e Fernando Falcão, no Maranhão, estão na lista dos dez municípios do país com maior número de queimadas.