Emprego formal tem menor queda desde a pandemia com quase 11 mil vagas fechadas

O Brasil fechou, em junho de 2020, 10.984 vagas de emprego com carteira assinada. Apesar do saldo negativo na criação de empregos, este é o melhor resultado desde o início da pandemia. Em maio, o país havia fechado mais de 350 mil vagas com carteira assinada. O pior número foi em abril, quando mais de 918 mil vagas formais foram encerradas no país. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, comemorou os dados de junho.

No acumulado entre janeiro e junho de 2020, o Brasil perdeu mais de 1 milhão e 198 mil vagas de emprego com carteira assinada. Esse saldo é pior do que no mesmo período de 2015 e 2016 somados, anos que o país registrou uma queda de mais de 7% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos  os bens e serviços produzidos no país.

Com isso, o país terminou o mês de junho deste ano com mais de 37 milhões e 611 mil vagas de trabalho com carteira assinada, 3% a menos que no mesmo mês de 2019.

As regiões Norte, Centro-Oeste e Sul registraram um saldo positivo na criação de postos de trabalho em junho, contra uma redução nas regiões Sudeste e Nordeste. Já nos meses de março, abril e maio, os três primeiros da pandemia, todas as regiões haviam registrado mais demissões que contratações de carteira assinada.

Em relação às atividades econômicas, o setor dos serviços foi o mais atingido pela pandemia. No acumulado de janeiro a junho, foram mais de 507 mil vagas fechadas no segmento. Em seguida, vem os setores do comércio e da indústria entre os mais atingidos pela crise do novo coronavírus.

A construção civil sofreu um impacto menor, com 32 mil postos de trabalho encerrados. A agropecuária foi o único setor que registrou aumento no número de postos de trabalho neste ano, com mais de 62 mil vagas criadas no primeiro semestre do ano.