Corpo é encontrado na Praia do Arpoador; família de garoto que sumiu no mar vai ao IML

Após mais de três dias de buscas no mar, bombeiros encontraram na manhã desta terça-feira, dia 8, o corpo de um adolescente na Praia do Arpoador, próximo ao Posto 7, na Zona Sul do Rio. A família do jovem João Carlos Silva Torres foi então chamada ao Instituto Médico-Legal (IML) para ver se o corpo encontrado é do jovem de 14 anos, que desapareceu na última sexta-feira após mergulhar na altura do Posto 9 da Praia de Ipanema, também na Zona Sul. Os parentes ainda aguardam no local para verificar se a pessoa achada pelos bombeiros se trata do adolescente ou não.

Muito abalado, Tiago Torres, de 32 anos e que é pai do jovem, não quis falar com a imprensa. Ele estava acompanhado por dois sobrinhos, primos de João Carlos. Os três acompanhavam as buscas na praia nesta terça-feira. Além da vítima, Tiago tem outros dois filhos, de 3 e de 11 anos. João Carlos faz aniversário no próximo dia 16 de setembro. A mãe dos meninos está à base de medicamentos.

João Carlos Torres desapareceu após mergulhar em Ipanema

João Carlos Torres desapareceu após mergulhar em Ipanema Foto: TV Globo / ReproduçãoA família mora em Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense. Eles tinham acabado de chegar quando o menino sumiu no mar, por volta das 14h. Ninguém viu o momento exato em que João Carlos foi em direção à água. A família chegou a pedir as imagens das câmeras de segurança ali da região.

O caso é investigado pela 14ªDP (Gávea). De acordo com o registro feito na delegacia, o pai conta que ele, a mulher e os outros dois filhos foram até uma barraca para alugar um guarda-sol. Ainda segundo o relato, Tiago seguiu acompanhando, a distância, o filho mais velho que ia em direção ao mar. Em determinado momento, o pai não viu mais João Carlos.

Outros dois desaparecidos

Na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste, as buscas pelo militar Maxwell Soares da Silva, de 20 anos, foram retomadas nesta terça-feira, às 7h05. O rapaz foi tomar um banho de mar, na altura do Posto 8, com amigos, na madrugada do último domingo. Maxwell não conseguiu sair da água.

Já no Rio Guandu, altura de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, uma criança de 10 anos foi levada pela correnteza do curso d’água no último domingo. Guilherme Mendes de Souza foi para o rio por volta das 9h. Brenda Mendes Marcelino, de 21 anos, irmã do menino, afirma que ele foi escondido para a localidade da Prainha.

— Ninguém sabia. Ele estava em casa. Veio com os coleguinhas. Estava de bicicleta e com o cachorrinho dele. Depois chamaram para ir embora, mas ele não quis. Pulou da pedra e a água puxou. Um rapaz até tentou ajudar, mas ele não conseguiu. De longe, viram ele pedindo socorro com os braços — disse a irmã do garoto.

Feriadão com mais de 1.100 salvamentos

Um resgate a cada quatro minutos. Assim foi o trabalho incessante do Corpo de Bombeiros durante todo o feridão no Estado do Rio. Entre o sábado, dia 5, e a segunda-feira, dia 7, foram realizados mais de 1.100 salvamentos marítimos. Cerca de 250 militares atuaram, diariamente, na orla fluminense com apoio de motos aquáticas, lanchas, quadriciclos e outras viaturas, além de drones e helicópteros.

Só na capital, foram registradas mais de 900 ocorrências. Deste número, 500 resgates foram na área operacional do 3º Grupamento Marítimo de Copacabana (3º GMar), na Zona Sul. A praia do Recreio também contou com alto número de atendimentos, cerca de 260.

O número surpreende porque, no feriado de 7 de setembro de 2019, os Bombeiros efeturaram 102 socorros nas praias entre o sábado e domingo, há um ano. Ou seja, dez menos a menos do que a folga de três dias em 2020.


Com Agências