Caso Fabiane: Defesa aponta sumiço de provas e espera liberdade de Matheus

Segundo Martha Dias, advogada de Matheus, os exames de DNA não apontaram a localização de material genético do suspeito no corpo da vítima. Ela diz que Fabiane tinha caso com um homem chamado Cássio. Ele seria casado e conhecido na região de Arraial, além de ter família na região metropolitana de Porto Alegre.

“Hoje não há um depoimento contra o Matheus que se sustente. Não há. O habeas corpus está em conclusão com a Drª Mônica Toledo, na 3ª câmara criminal, e vou te dizer mais. O aparelho (celular) da Fabiane, no curso do processo, desapareceu. Esse aparelho foi apreendido ao lado do corpo. Desse mesmo aparelho, segundo o Dr Renato Mariano (delegado que investigou) ele extraiu as fotos que ele achou necessário. Só não aparecem as mensagens que a vítima trocou. (…) Queremos acesso ao telefone para confirmar que Cássio e Fabiane não tinham nada demais. Pedimos os pertences e foi nos dada uma certidão de que não havia nada”, declarou a advogada.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e estupro. Além disso, o celular e documentos estavam ao lado do corpo. Todos os itens foram apreendidos pela polícia e repassados à Justiça. O sumiço de pertences da vítima dificultam o prosseguimento das investigações e o acesso da defesa ou da acusação. As falhas na investigação foram denunciadas pela defesa à Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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O pedido de liberdade de Matheus está tramitando desde fevereiro. Ele está preso na cadeia pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo.

O que Matheus estava fazendo na mesma trilha?

Matheus conheceu um rapaz identificado como Rodrigo Carlos, o hippie, e ambos foram para Arraial do Cabo. Matheus acabou acampando numa trilha, a mesma onde Fabiane foi encontrada morta. Ele era considerado um andarilho. Foi preso em São Carlos, interior de São Paulo em 2018.