Agência BR - Febraban estuda autorizar adiamento de parcelas do crédito consignado

Febraban estuda autorizar adiamento de parcelas do crédito consignado

Negócios -

Depois do anúncio de pausas nas parcelas de financiamento imobiliário e de automóveis, a Federação Brasileira de Bancos estuda a possibilidade de suspender as parcelas do crédito consignado, que são descontadas diretamente da folha de pagamento dos trabalhadores. Segundo Isaac Sidney, presidente da entidade, em transmissão ao vivo nesta segunda-feira, o crédito consignado representa um terço do total de crédito concedido. Até o momento, Sidney prevê que já foram renegociados 150 bilhões de reais, de um total esperado de 200 bilhões de reais. Isso representa mais de 2 milhões de solicitações.

“Ao todo, representa algo entre 350 bilhões e 400 bilhões de reais entre originações (novas concessões) e renovações; por isso, estamos estudando dar carência, mas depende de questões operacionais como o acesso às folhas de pagamento de diversos municípios e estados que têm sistemas operacionais diferentes”, disse, em conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pela internet. Segundo Sidney, 65% dos empréstimos consignados são usados para quitar dívidas mais caras, afinal, é a modalidade de crédito pessoal que tem juros médios mais baixos.

A fala de Sidney foi uma resposta à declaração de Maia que disse “que há muita demanda de microcrédito, de consignado e de crédito para pequenas, médias e grandes empresas”. “Sabemos que é necessário apoio do governo federal, por isso estamos discutindo uma PEC [proposta de emenda constitucional] para ajudar a suprir as deficiências do sistema financeiro.” O deputado se refere, por exemplo, ao problema identificado ao creditar os 600 reais de auxílio emergencial na conta dos trabalhadores informais e autônomos. Em alguns casos, o valor foi  automaticamente usado para quitar alguma dívida – sendo que o propósito não é esse, e sim garantir uma renda para essas pessoas.

“A gente sempre ouve reclamações de que o sistema financeiro fica de fora em tempos de crise. E se os bancos fizessem um fundo para comprar equipamentos médicos?”, sugere Maia. “Fora as grandes redes de saúde, como Einstein e Rede D’Or, e as santas casas que vão ser atendidas pela Caixa, há redes de saúde menores que vão enfrentar problemas de capital de giro. Estão paradas à espera dos pacientes com coranvírus”

Sobre aumento de impostos, Maia e Sidney afirmam que não é o momento de tomar essa medida que poderia reduzir ainda mais a atividade econômica do país.


Fonte: Com Agências

 


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