Warung Day Festival mostra potência da música eletrônica em Curitiba

Festival reuniu os melhores nomes da música eletrônica na Pedreira Paulo Leminski

O público do Warung Day Festival – um dos principais eventos do gênero no país e eleito o “Melhor Festival de Música Eletrônica do Brasil” em 2016, prêmio concedido pela Rio Music Conference (RMC), vencendo gigantes internacionais como Tomorrowland e Ultra Music Brasil – sabe o que quer: diversão e música de qualidade. Na quarta edição do evento, realizada no sábado (08), três diferentes palcos e lounges de convivência receberam pessoas de todos os lugares e idades, oferecendo o que há de melhor em música eletrônica.

Warung Day Festiva movimentou a Pedreira Paulo Leminski | FERNANDO ZEQUINAO/Gazeta do Povo

Ao todo, foram 12 horas ininterruptas de música e entretenimento em três pistas simultâneas, a Warung Stage, Pedreira Stage e Garden Stage. O DJ curitibano Leozinho, com mais de 20 anos de carreira e parceiro da Warung em Santa Catarina, começou a tocar quando a cena local eletrônica era quase inexistente. “Curtia a batida da música e não sabia onde ouvir. Assim, comecei a trabalhar com isso para satisfazer a minha própria vontade”, diz. Segundo ele, que viu o gênero crescer, se popularizar e, atualmente, se estabilizar, o público de um evento como Warung Day Festival sabe bem o que busca e o evento traz para o mesmo lugar os melhores DJs do mundo. “A cena eletrônica amadureceu muito nos últimos 20 anos”.

Renato Ratier, um dos maiores DJs do Brasil e empresário das casas Warung (SC) e D-Edge Club (SP), acredita que estamos vivendo um bom momento em relação à música eletrônica. “Hoje a cena é muito diversa, temos o tecnho, o house e o minimal”, disse. Quando perguntado sobre a plateia, Ratier diz que o público de Curitiba é muito generoso com ele: “Sou muito bem recebido”.

Outra atração do festival, o argentino Hernán Cattáneo, considerado pelo público o “Maradona da música eletrônica argentina”, aponta uma diferença entre o público do sul do Brasil e do resto do país. Segundo ele, o line-up que funciona em Curitiba não é o mesmo que dá certo em São Paulo. “Aqui a música é mais dançante. Toco o mesmo estilo em Chapecó e Porto Alegre. São cidades que têm mais melodia que as outras e o público dança mais”, classifica.

Público

A gerente de marketing Alyne Mary, 27 anos, veio ao festival pela primeira vez, mas como mora em Joinville já conhecia a marca Warung. “Vim ao lado de 18 outros amigos. Buscávamos qualidade musical, diversão e pessoas diferentes”. A estudante carioca Mariana Mello, 24 anos, também veio a Curitiba só para curtir o festival. “Eu me planejei para aproveitar a festa por ser a maior do Brasil”, conta.

Rui Boanova, 55 anos, engenheiro, fez questão de participar do evento. Para isso, veio de São Paulo com alguns amigos, deixando para trás grandes festas que aconteceriam em sua cidade. O próprio DJ Renato Ratier se apresentou na mesma noite na capital paulista.

As amigas Camille Nascimento, 38 anos, advogada; Andrea Minski, 40 anos, fotógrafa; Nicolly Vallini, 35 anos, publicitária e Allana Dewolatka, 22 anos, dentista, formavam um grupo maior de quase 50 pessoas. Com influência da integrante mais nova do grupo, Allana, que participou de todas as edições do Warung Day Festival, todas vieram para Curitiba curtir os palcos do evento. “Eu disse que elas não se arrependeriam e estamos curtindo muito”, declarou.

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