"Volto ao plenário para defender a Bahia com meus pensamentos", diz Nilo

A ‘era Marcelo Nilo’ chegou ao fim na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), com a eleição de Ângelo Coronel como novo presidente da casa. Pouco antes do fim da sessão, Nilo fez um discurso e agradeceu aos deputados, à família e membros da imprensa que estavam no local. Em sua fala, o deputado lembrou sua trajetória na casa durante os dez anos em que foi presidente e explicou o motivo de ter renunciado sua candidatura um dia antes do pleito. Segundo Nilo, ele deixa o cargo com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido.

“Durante dez anos sentei como presidente da Assembleia, foram dez anos sem uma única denúncia, tanto na área administrativa, quanto parlamentar. Procuramos, durante esse período, fazer a casa do povo. Recebemos todo os movimentos sociais, as mulheres, os negros, os gays, os índios, todos aqueles que queriam ter visibilidade procuravam essa casa, que é a casa do contraditório, da representação popular. Durante dez anos exerci meu papel buscando ser magistrado, cinco eleições, quatro com o apoio do governo e oposição, apenas uma com disputa parlamentar. Durante dez anos recebi parlamentares e procurei atender a todos, independente da conotação partidária, procurando um denominador comum para que pudéssemos ter a representação de todos”, disse ele.

“Cheguei acima do máximo, se é possível usar essa palavra. Queria ser presidente de novo porque vários deputados da base do governo e da oposição me pediram para ser candidato. Mas na véspera da eleição de campanha, o meu coração me deixou. Não traído, não existe essa palavra, fui apenas surpreendido. Foram para almoços, juraram fidelidade, teve deputado que bateu o telefone apenas porque eu perguntei se ele poderia dar uma entrevista afirmando que me apoiava. Às 20h, um deputado estava no meu gabinete jurando voto, afirmando que só Deus poderia mudar o voto dele, mas às 20h36 foi divulgada uma foto dele declarando voto para o deputado Coronel. Enfrentei o senador, o vice-governador, mas com Deus eu não posso”, continuou Nilo.

A expectativa agora fica por conta do futuro de Nilo. Durante o discurso, ele afirmou que ficará no plenário para defender a Bahia, mas nos bastidores foi cogitado, em dezembro do ano passado, um possível convite de Rui Costa para que Marcelo participasse da composição do seu secretariado, com a condição de que ele não disputasse o pleito na Assembleia. O convite foi prontamente negado por Nilo na época. “Volto para o plenário para defender a Bahia com os meus pensamentos. Pode contar comigo como deputado, um homem experiente, em defesa da Bahia”, afirmou ele. 
 

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