Universitários disputam fase latino-americana de prova sobre petróleo

Estudantes do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Poli-UFRJ) viajaram no último dia 23 para a Bolívia, onde estão disputando hoje (25) a edição anual do Petrobowl Regional Qualifiers com representantes de universidades da América do Sul e Caribe. O ganhador representará o seu país na etapa mundial da competição, em setembro, no Canadá, que reunirá universidades de todos os continentes.
 
A equipe PetroTeam UFRJ conquistou o título brasileiro e tenta, em Santa Cruz de La Sierra, o quarto título da etapa regional do Petrobowl. O retorno ao Brasil está programado para segunda-feira (27). O Petrobowl é organizado pela Society of Petroleum Engineers (SPE).
 
O time é composto pelos alunos Adilson Vieira de Souza, Elton Lima Correia, Matheus Marins Gonzaga, Velemu Davida Lubisse e Marco Túlio Portella, sob a coordenação do professor e técnico, Santiago Drexler. Velemu Lubisse e Marco Túlio participaram da equipe que venceu as disputas nacional e latino-americana, no ano passado.

De duas em duas

Matheus Gonzaga explicou que os alunos estudam os assuntos abordados normalmente na competição.

“Tem um banco de dados com questões que caem. A gente também procura as fontes para poder se preparar. Na hora do jogo, as equipes competem entre si, de duas em duas, para ver quem responde mais rápido as perguntas. A equipe que responder certo tem direito a responder outra pergunta mais elaborada”, disse. Cerca de 16 times disputam a etapa regional, na Bolívia.
 
Matheus informou que, na edição deste ano, o Brasil é representado também por equipes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), que se classificaram na fase nacional. A UFRJ já tinha vaga garantida desde 2018, porque foi a vencedora da competição regional. Nessa fase latino-americana, elas concorrem a troféu e  premiação em dinheiro.
 
Na fase nacional, a turma de jogadores da Poli-UFRJ ganhou R$ 5 mil. Já na etapa mundial, a premiação em dinheiro pode repetir o valor concedido aos ganhadores em 2016: US$ 10 mil. “Depende do patrocinador”, observou Matheus Gonzaga.

Responsabilidade

Velemu Lubisse, integrante da equipe vencedora das fases nacional e regional em 2018, espera aproveitar sua experiência para ganhar de novo a competição. “Agora, na segunda vez, é mais uma questão de responsabilidade. Eu e Marco Túlio estamos no time há mais tempo. Então, a gente tem mais experiência e a responsabilidade acaba ficando um pouco mais nos nossos ombros. A gente quer transmitir essa experiência para os mais novos também”.
 
O coordenador do PetroTeam da Poli-UFRJ, Santiago Drexler, disse à Agência Brasil que a equipe está muito bem preparada. “Estão bem, estudaram muito. Além disso, tem uma pressão. Já tem três anos que a gente ganha a regional. É um motivo para ser favorito ali”.
 
Ele reiterou que se trata de um campeonato de perguntas e respostas. Cada time participante tem um botão que procura apertar mais rápido que o outro.

“Quem apertar primeiro responde e, respondendo certo, ganha ponto” disse. São sempre duas universidades que se enfrentam. Elas vão vencendo fases até a final.

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