Rugby brasileiro é exemplo a ser seguido pelo futebol

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– Modalidade vem aplicando goleadas de gestão, administração e planejamento naquela que já foi a “paixão nacional” –

Como esporte, futebol e rugby só têm o gramado em comum. Mas fora dele, a diferença é mais ou menos a mesma que separa uma firmeca de fundo de quintal de uma grande empresa. Em pandarecos, com um presidente sob suspeita e um time que mais uma vez envergonhou a torcida , a CBF deveria seguir o exemplo de um esporte que, mesmo sem tradição e títulos, vem aplicando goleadas de gestão, administração e planejamento naquela que já foi a “paixão nacional”.

Na semana passada, a Confederação Brasileira inaugurou o primeiro campo fixo de rugby em uma praia do Brasil. A instalação fica em Copacabana. Na mesma ocasião, anunciou, em parceria com a Federação Internacional, a World Rugby, um projeto de iniciação do esporte que será realizado em mais mil escolas públicas do Rio. A ação vai impactar cerca de 200 mil crianças da cidade e dos municípios em seu entorno. Com um orçamento anual de cerca de R$ 20 milhões, a CBRu conta com uma estrutura profissional e foco em gestão e metas. Além do corpo diretivo estatutário, a entidade tem um CEO, o argentino e ex-jogador Agustin Danza. Antes de ser contratado, o executivo passou por um rigoroso processo seletivo no qual disputou a vaga com 39 concorrentes. Além disso, a confederação conta com um conselho administrativo independente, adota regras de compliance e tem suas contas e operações auditadas anualmente. Entre patrocínios e apoios são 20 empresas parceiras, contando com grandes corporações como Bradesco, além de Alpargatas, Unilever, JAC Motors, CCR, Cosan, Localiza, Cemig, Brookfield Incorporações. Metade das receitas hoje vêm por meio da Lei do Incentivo ao Esporte. Os outros 50% são divididos em patrocínio privado direto (20%), convênios com o Ministério do Esporte (20%) e Lei Agnelo Piva (10%). Algumas dessas empresas chegaram de carona por conta da inclusão do rugby na grade olímpica de 2016. Danza já sabe que perderá recursos, tanto privados quanto públicos, após o encerramento dos Jogos. Mas se a queda for de apenas 20% não haverá grande prejuízo à estrutura atual da Confederação. A meta imediata é classificar os times masculino e feminino da modalidade Seven para a Olimpíada de Tóquio, em 2020, e levar o masculino da modalidade 15, a mais tradicional do esporte, para a Copa do Mundo de 2023. O executivo acredita que em até 30 anos o Brasil poderá ser uma potência mundial do esporte.

Fundo vende CIDs da Arena Corinthians

O fundo formado por Odebrecht e Corinthians confirmou à coluna a venda de nove Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID) da Arena Corinthians, no valor total de R$ 513 mil. Eles foram adquiridos pelo consórcio da obra da Linha 6 Laranja do Metrô paulistano, do qual a própria Odebrecht faz parte. Com isso, foram adquiridos até agora R$ 794 mil dos R$ 420 milhões em títulos emitidos pela prefeitura para financiar a obra.

Trevisan lança curso de gestão de arenas

A administração das novas arenas da Copa se tornou um desafio para consórcios e clubes proprietários das instalações. A maioria registra prejuízo desde a sua inauguração. De olho nesse novo segmento de negócio, a Trevisan Escola de Negócios de São Paulo lançou seu Curso de Gestão de Arenas Multiuso. A iniciativa conta com a parceria dos gestores do Maracanã, Allianz Parque e Beira Rio.

Número da semana

R$ 43,5 mi:
Esse pode ser o valor que o Santos irá pagar à DIS caso a empresa, que detinha 40% dos direitos de Neymar, vença na Justiça a briga que move contra o Barcelona. O jornal espanhol “Marca” revelou que há uma cláusula no contrato de venda do jogador que divide a indenização entre os clubes em caso de derrota nos tribunais

EM ALTA

Nelsinho Piquet, campeão mundial de F-E:
Finalmente Nelsinho Piquet honrou o sobrenome. Depois de em 2009 protagonizar um dos maiores vexames da história da F-1, o filho do tricampeão conquistou o primeiro título da Fórmula E. E, para isso, contou com a ajuda do sobrinho do desafeto do pai, Bruno Senna.

EM BAIXA

Thiago Silva, zagueiro da “Seleção”:
Thiago Silva foi um dos principais responsáveis pelo fiasco brasileiro na Copa América. Ao infantilmente colocar a mão na bola num cruzamento, o zagueiro permitiu o empate do Paraguai, que levou a partida para os pênaltis e provocou mais um vexame da Seleção no pós 7 x 1

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