Roteirista baiano é finalista em festival internacional no México

Depois de “Narcos”, é a vez de outro brasileiro ganhar reconhecimento escrevendo sobre a história da cocaína na América Latina.        O roteiro de longa-metragem “A Lagosta Branca” (“The White Lobster”, em inglês), um drama escrito por Gabriel Brugni e inspirado em acontecimentos reais, foi selecionado para a 7a edição do Oaxaca Film Festival, no México, que acontecerá entre os dias 8 e 15 de outubro de 2016.

O roteiro, que concorre aos prêmios de “Melhor Conceito Original”, “Melhor Roteiro – Global” e “Melhor Roteiro – Gênero Família”, conta a história de um menino que pesca um pacote de cocaína e acredita estar diante de um amuleto da sorte.

Enquanto isso, pessoas em seu povoado empenham-se em achar o pacote para revendê-lo aos traficantes por uma fortuna.

 “Eu já tinha lido várias reportagens sobre o aparecimento das ‘lagostas brancas’ [nome dado aos pacotes de cocaína] na Nicarágua, mas nunca soube de um filme escrito a respeito. É uma grande satisfação ser reconhecido por um festival como o de Oaxaca, por onde já passaram tantos grandes nomes”, afirma o roteirista.

Este ano o Festival recebe, pela segunda vez consecutiva, uma delegação do Festival Sundance de Cinema, um dos mais importantes festivais internacionais de cinema realizado nos Estados Unidos.

No ano passado, o festival recebeu filmes produzidos por Martin Scorsese e Guillermo Del Toro.

Brugni nasceu em Valença, interior da Bahia. Viveu mais de uma década em Salvador, onde iniciou sua carreira profissional, escrevendo matérias e quadros para o programa Mosaico Baiano. Ele reside atualmente em Los Angeles, na Califórnia.
 


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