Rio: Alunos da UFRJ temem não ter onde morar após incêndio

6 de setembro de 2017

O Dia

– Hospedagem em hotel vai somente até sábado –

Alojamento ficou destruído após incêndio

Alojamento ficou destruído após incêndio

Foto: WhatsApp O DIA (98762-8248)

Rio – Cerca de 220 estudantes que ficaram sem ter onde morar após o incêndio que atingiu um dos alojamentos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Fundão, Zona Norte do Rio, na madrugada do dia 2 de agosto, estão mais uma vez sem saber para onde vão. Eles foram provisoriamente abrigados no Hotel Ibis, no Centro do Rio, mas a hospedagem foi contratada apenas até o próximo dia 9 e a Universidade informou apenas que “a Reitoria está trabalhando para garantir hospedagem em outro local”. 

Alunos do alojamento – muitos ainda roucos em consequência da inalação de fumaça – contaram que, ao contrário do que foi informado pela UFRJ, houve intenso pânico, gritos e correria no momento do incêndio. Os alunos precisaram arrombar portas trancadas para fugir do fogo. Um aluno do curso de Dança, que preferiu não se identificar, caiu ao ser resgatado por colegas por uma escada improvisada, e teve uma fratura exposta em uma das pernas. “O barulho do osso quebrando foi ensurdecedor”, relataram. 

“Estávamos assustados, cheirando a fumaça, sem roupas adequadas para o frio”, contaram eles. Os estudantes receberam kits básicos da Defesa Civil e seguiram para uma quadra de basquete do campus, onde ficaram por seis dias, dependendo de doações de roupas, calçados, materiais escolares e comida, até serem levados para o hotel. “Reconhecemos a importância de ter um teto, não somos mesquinhos”, disseram os alunos, ressalvando, no entanto, que as condições de moradia no local são inadequadas para a moradia. 

Os estudantes contaram que o hotel não dispõe de bebedouros e que alguns estudantes precisaram beber água das torneiras dos banheiros para matar a sede. Como os quartos são ocupados por três estudantes cada, eles não dispõem de armários suficientes para armazenar seus pertences, que estão em malas e sacolas. Eles também não têm local para lavar roupas, e reclamam que a comida do bandejão do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), campus mais próximo do hotel, não é suficiente para atender à demanda. “Teve refeições em que comemos só arroz e cenoura, foi o que sobrou”, lamentaram.

Segundo a UFRJ, o projeto para recuperação da ala incendiada está em fase final. O Ministério da Educação antecipou R$2,3 milhões do orçamento da UFRJ, que serão usados para a conclusão de um alojamento em módulos pré-fabricados, com capacidade para 160 alunos. A reconstrução do alojamento será feita em parceria com a Prefeitura, decidida em reunião entre Crivella e o reitor Roberto Leher. Em troca, a universidade vai qualificar professores da rede municipal.

 

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