Reposição Hormonal Masculina: Mitos e Verdades

Pouca gente sabe, mas é verdade: os resultados da musculação são diretamente ligados à queda na produção de testosterona. É que durante a prática de exercícios por períodos muito prolongados, o corpo produz um hormônio opositor da testosterona, o cortisol, que faz com que a produção da testosterona seja reduzida.

Para verificar se os níveis desse hormônio estão normais ou se precisa de reposição hormonal, o homem – atleta ou sedentário – deve avaliar a dosagem deste hormônio no organismo.

“Esta avaliação que fazemos com frequência em nossa prática clínica é fundamental, sobretudo a partir dos 40 anos”, afirmou o urologista especializado em Andrologia Francisco Costa Neto (CRM-BA 9264/ RQE 116427), diretor da Clínica do Homem.

Segundo o especialista, ainda há muitas outras verdades desconhecidas pela maior parte dos homens, além de mitos que precisam ser desfeitos, a respeito do hormônio sexual masculino que mais possui funções no organismo do homem.

Dizer que a reposição de testosterona prescrita adequadamente por um médico causa câncer, por exemplo, “é uma grande bobagem, já que a reposição correta pode até proteger contra tumores.

Porém, a reposição incorreta e abusiva a que são submetidos muitos usuários de academia e atletas amadores pode prejudicar muito a saúde, ao causar insuficiência hepática e renal, infarto, trombose, AVC, queda de cabelo e infertilidade.

Se o uso for correto, o risco de uma pessoa que faz reposição desenvolver algum tipo de câncer é o mesmo da população em geral”, destacou.

De acordo com Francisco Costa Neto, a queda de testosterona pode acontecer desde os 30 anos. A partir desta idade, as taxas são reduzidas normalmente até 2% ao ano.

“Como esta queda é progressiva, alguns homens não percebem. A partir dos 50 anos de idade, o percentual de queda do hormônio se intensifica. Apenas a avaliação da dosagem do hormônio pode determinar se existe a necessidade de reposição.”, destacou o andrologista. 

Feita por gel, adesivos cutâneos ou injeções, a terapia de reposição feita sob orientação médica melhora a libido, ajuda na perda de peso e no aumento da densidade óssea.

Sobre a testosterona 

 A testosterona é responsável pelo desenvolvimento muscular na adolescência, além das características masculinas, como voz mais grossa e ativação do desejo sexual.

Na vida adulta, uma de suas principais funções é o anabolismo ou capacidade de reconstrução muscular.

Por isso, quedas na produção deste hormônio estão intimamente ligadas à diminuição da massa muscular.

Abaixo, confira outros mitos e verdades sobre a reposição hormonal masculina:

Verdade 1 – Quem pratica musculação por muito tempo pode ter os níveis de testosterona reduzidos pela produção de cortisol, hormônio que reduz a produção da testosterona.

Verdade 2 – A redução da testosterona pode causar alterações na função sexual. Isso pode incluir disfunção erétil e diminuição do desejo sexual. Os testículos também podem se tornar menores. A reposição hormonal pode corrigir esses problemas.

Verdade 3 – A terapia de reposição hormonal ajuda a combater distúrbios do sono como insônia ou sonolência crescente provocados pela baixa de testosterona.

Verdade 4 – A reposição de testosterona feita para normalizar a quantidade deste hormônio reduz a gordura corporal e aumenta a massa muscular, a força, a densidade óssea e a energia, sem prejuízo da saúde (se prescrita e orientada por um médico).

Verdade 5 – A reposição hormonal masculina eleva a motivação e a autoconfiança, elevando a sensação de alegria e a disposição dos homens.

Verdade 6 – A testosterona não é tomada em forma de pílula porque pode ser tóxica para o fígado. Como é facilmente absorvida pela pele, normalmente é vendida na forma de gel, passado diariamente na parte superior dos braços, ombro e abdômen. 

É possível também adquirir adesivos ou tomá-la por meio de injeções.

Mito 1 – Dizer que a reposição de testosterona causa câncer de próstata é acreditar em um mito, já que a reposição correta pode até proteger contra tumores.

Mito 2 – Diminuição de hormônio masculino não é o fim da fertilidade, como muita gente pensa. Isso não passa de mito. Ao contrário do que acontece com as mulheres na menopausa, um declínio nos níveis de testosterona não significa infertilidade.

Mito 3 – A afirmação de que apenas a reposição hormonal faz a testosterona voltar ao nível normal é um mito. 

Paralelamente à reposição, se esta realmente for necessária, o homem deve também adotar hábitos saudáveis de vida, tais como a prática regular de atividade física, a reeducação alimentar, o abandono do vício do cigarro e a adequação da vitamina D no organismo, por meio de exposição solar moderada ou suplementação.

 


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