Relembre a trajetória política de Dilma Rousseff, segunda presidente brasileira a sofrer impeachment

31 de agosto de 2016

Com o fim da votação no Senado, pela segunda vez na história política do Brasil uma figura política é destituída da Presidência da República por meio do impeachment. Dilma Vana Rousseff (PT), 68 anos, ficará oito anos sem poder participar da vida política do país. 

Dilma foi reeleita em segundo turno, no dia 26 de outubro de 2014, com 51,64% dos votos válidos (54.499.901) contra 48,36% (51.041.010) de Aécio Neves (PSDB). A diferença  entre os candidatos foi de 3.458.891 votos. As abstenções somaram 21,10%, um total de 30.137.165 de votos. 

Perfil

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Vana Rousseff tem 68 anos e é filha de um imigrante búlgaro, empresário, e de uma professora brasileira. Nascida em 14 de dezembro de 1947, a presidenta reeleita iniciou sua militância política aos 16 anos, quando ingressou na luta armada contra a ditadura militar.

Durante o regime, Dilma integrou organizações de esquerda como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Ela passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972, e nesse período foi torturada por órgãos da repressão.

“Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados”, relembrou Dilma em pronunciamento no Senado na última segunda-feira (29), durante o quarto dia de julgamento do impeachment.

Após deixar a prisão, Dilma mudou-se para Porto Alegre e formou-se em Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Confira galeria de fotos com trajetória política de Dilma Rousseff:

Dilma Rousseff viveu grande parte de sua vida no Rio Grande do Sul, onde participou da criação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao lado de Leonel Brizola em 1980. Permaneceu filiada à legenda até 2001, quando entrou para o PT. Foi casada durante mais de 30 anos com o advogado Carlos Araújo, pai de sua única filha, Paula. O primeiro cargo público foi na prefeitura de Porto Alegre, como Secretária da Fazenda.

Ainda no Rio Grande do Sul, Dilma foi também secretária estadual de Minas e Energia. Em Brasília, durante a campanha presidencial de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, Dilma participou da equipe responsável por formular o plano do governo na área energética.

Posteriormente, foi ela convidada por Lula a ocupar a pasta de Minas e Energia, que assumiu em 2003. Permaneceu no cargo até 2005, quando substituiu José Dirceu na Casa Civil, ficando no posto até 2010. Em 2009, revelou que se submetera a tratamento contra um linfoma descoberto em exame de rotina. Após sessões de radioterapia e quimioterapia, anunciou que estava curada do câncer. Meses depois, teve sua candidatura à Presidência oficializada pelo PT.

Dilma comandou uma extensa campanha pelo País, tendo Lula como seu principal cabo eleitoral. Em segundo turno, se tornou a primeira mulher eleita paa o cargo de presidente do Brasil. Em 2014, em busca do segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff e seu partido, o PT, renovaram a coligação com o PMDB, mantendo o atual vice-presidente Michel Temer na chapa. Mais uma vez Lula esteve ao lado da presidenta vitoriosa.

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