Publicidade avulsa suja e polui a capital baiana

Em uma pequena volta pelas ruas da capital baiana é possível notar postos, muros e até pontos de ônibus repletos de anúncios publicitários que tiram a beleza da cidade. Os serviços oferecidos são os mais diversos, que vão de promessas feitas por cartomantes a empréstimo consignado. A Secretaria Municipal de Urbanismo diz que a fiscalização de publicidade irregular ocorre diariamente, entretanto moradores reclamam da poluição visual.

“Entendo que algumas pessoas precisam anunciar, mas o espaço público é lugar? Existem vários outros meios pra divulgar seu produto, não precisa sujar tudo que é equipamento. O que mais me incomoda é que a maioria das pessoas que colam esses panfletos não tem bom senso, porque não se contentam em colocar só um papel. Colam inúmeros”, opinou o estudante de Letras, Pierre Galvão, 26.

A dona de casa Carmen Santana, 48, teve uma publicidade colada no muro de sua casa, o que a deixou indignada. “Não basta encherem os postes, colocaram em minha casa. É um absurdo muito grande invadir a casa de uma pessoa pra sujar com propaganda. Colocaram com uma cola que pra tirar deu trabalho. Fiquei bastante irritada”, desabafou.

Propagandas de cursos profissionalizantes, empréstimo de dinheiro, venda de automóveis e imóveis, aulas das mais diversas disciplinas e muitas outras foram flagradas pela equipe de reportagem da Tribuna. No entanto, um anúncio publicitário específico vem chamando a atenção. É o da “Famosa taróloga Odália”, que promete trazer “quem você ama gamado aos seus pés”. A principal queixa de quem mora na região do Rio Vermelho, Lucaia e Horto Florestal, é que inúmeros anúncios dos mesmos foram colocados em grande parte dos postes da cidade. 

De acordo com a Sucom, a empresa que colocar qualquer anúncio sem sua autorização poderá ser autuada. “É necessário que as empresas sigam as regras previstas na legislação, que têm como objetivo assegurar a organização da cidade, evitando, dessa forma, a poluição visual do município”, informou, em nota.

“Colam um papel em cima do outro. Tem um aqui na Sete Portas [bairro de Salvador] que o poste parece estar vestido. Vestido de papel de anúncio. A rua fica feira, a cidade fica feita. Se tem fiscalização, ela não funciona”, reclamou o vendedor ambulante João Fernando, 42.

Conforme esclareceu a Sucom, o decreto 12.642/00 prevê que a colocação de quaisquer anúncio ou engenho publicitário, localizadas em áreas de domínio privado ou público, só é permitido com autorização da Sucom.


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