Prefeitura do Rio dá início a obras para conter erosão na Praia da Macumba

17 de outubro de 2017

Rio de Janeiro - A força da água provocou o desabamento de mais um trecho do calçadão na Praia da Macumba, zona oeste do Rio de Janeiro, desmoronando a ciclovia situada sob a calçada (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Parte  do  calçadão  desmoronou  há  duas

semanas Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou hoje (17) as obras para conter a erosão na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade. Há duas semanas, uma parte do calçadão começou a desmoronar, gerando preocupações entre moradores e frequentadores do local.

Dois quiosques chegaram a ser engolidos, o que levou a Defesa Civil a interditar um trecho da orla. A Defesa Civil assegura, porém, que os imóveis situados nas proximidades não correm riscos estruturais.

Com custo orçado em R$14,5 milhões, a obra foi contratada em caráter emergencial. O tempo estimado para sua conclusão é de quatro meses.

De acordo com a prefeitura, será colocado na frente e atrás do muro do calçadão um entroncamento sintético, isto é, bolsas preenchidas de concreto. Com esta intervenção, espera-se proteger a integridade das construções. A ação prevê ainda que a área atingida seja aterrada.

Segundo um estudo encomendado pela prefeitura ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa (Coppe/UFRJ), os efeitos da erosão na Praia da Macumba são notáveis desde 2005. Neste ano, já havia necessidade de executar um reforço estrutural do muro.

Representação

O deputado estadual Átila Nunes (PMDB) apresentou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando que o prefeito Marcelo Crivella seja obrigado a ressarcir os cofres do município. “O calçadão da Praia da Macumba começou a ruir há 15 dias, e nada foi feito. Nenhuma intervenção emergencial para que não aumentasse o prejuízo. E ele foi aumentando. Uma obra que poderia ter sido iniciada antes, agora vai custar duas vezes ou quatro vezes o valor”, avaliou.

Para o deputado, a prefeitura cruzou os braços e foi omissa. “Não foi só quiosque que desapareceu. Perdemos ainda equipamentos públicos, a ciclovia, a calçada. E os imóveis dos arredores também devem ter sofrido uma desvalorização gigantesca”.

*Colaborou Joana Moscatelli, repórter da Rádio Nacional do Rio de Janeiro

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