Policial é afastado após roubar arma de outro PM e usar carro clonado no Lins

30 de agosto de 2016

O Dia

– Caso está sendo investigado pela 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e pela Polícia Civil –

Rio – Um policial militar foi afastado de suas atividades, nesta segunda-feira, por ser suspeito de roubar uma arma de outro PM e utilizar um carro clonado, no Complexo do Lins, na Zona Norte.  Em áudio enviado ao DIA, o sargento que teria sido furtado, identificado apenas como Vinicius, contou que, na ocasião, ele estava dirigindo em direção à base da UPP Lins, quando deixou a arma cair no chão da viatura.

No entanto, ele ressaltou que esqueceu de pegar a pistola no momento em que chegou na unidade. “Quando retornei ao local, o soldado [Maycon] R. Cunha pediu para ele e outro policial pegarem a viatura para comprar cigarro. Neste instante, dei falta da minha pistola, vi que meu coldre estava vazio. Depois que voltaram, eu fui até a viatura e não falei nada para eles. Para a minha surpresa, a pistola não estava mais lá”, lembrou o sargento.

Segundo Vinicius, ele perguntou aos PMs sobre a arma, mas os agentes teriam falado que não sabiam onde a pistola estava. “Começou o desespero e a agonia. Eu estava convicto, eu sabia que estava com o R. Cunha, tinha certeza absoluta. Acredito que o outro soldado não sabia de nada. Muito provavelmente, quando R. Cunha entrou na viatura, ele deve ter chutado no chão para escondê-la”, afirmou o policial, que acredita que o soldado fosse vender a arma na comunidade para traficantes.

O sargento explicou ainda que, no fim do dia, Maycon foi até a Reserva de Armamento devolver a pistola. No entanto, ao chegar no local, entregou a arma errada e deu a de Vinicius. “Ele chegou ainda a retornar no carro com a pistola dele e também devolveu”, destacou o PM, acrescentando ainda que Maycon foi à Cidade da Polícia, na noite desta segunda-feira, com um carro clonado. “Um produto do crime”, reforçou.

De acordo com informações da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) abriu uma averiguação sumária para investigar a conduta do soldado. A Polícia Civil também investiga o caso.

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