Plano Salvador 500 vai ser concluído até o final do ano

É sob a perspectiva de como será a cidade em 2049 que está sendo concluído, até dezembro, o Plano Salvador 500 anos. O plano abrange três frentes: o planejamento estratégico – preparar a cidade para seu quinto centenário -, o de formular, como já o fez, as atuais legislações sobre o PDDU-Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e a Louos-Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo Urbano e o planejamento operacional, cujo objetivo é identificar as demandas mais urgentes da população. 

O Salvador 500 foi criado em maio de 2014 e já envolveu várias audiências públicas. Segundo Juliana Paes, assessora especial da Sucom-Secretaria Municipal de Urbanismo, “o plano não é uma lei. Ele visa à criação de diretrizes, com diagnósticos e prognósticos que permitam, desde já, estabelecer um pacto com a cidade dentro da estratégia de projetar demandas futuras da capital”. 

Metas
De acordo com a arquiteta e urbanista, o Plano Salvador 500, produto do Planejamento Estratégico, estabelece objetivos e metas relativos à mobilidade, acessibilidade, meio ambiente, cultura, infraestrutura e paisagem urbana, serviços e equipamentos públicos, moradia, economia, emprego e renda, gestão.  “A cidade é um organismo complexo, até mesmo por se tratar de um imenso sistema”, destacou Juliana Paes.  

A Salvador do futuro, essa de daqui a 35 anos, de acordo com a arquiteta e urbanista, “está sendo pensada como um território de inclusão e das oportunidades”. Melhorar a qualidade de vida nos bairros, tornando-os auto-suficientes, dotados de infraestrutura, com oferta de oportunidades que aliem atividades como trabalho, compras e lazer, com oferta de oportunidades em vários locais, é um dos principais propósitos do plano.

Ao se referir às ZEIS-Zonas Especiais de Interesse Social, Juliana Paes destacou o dado de que elas “constituem 22% do território urbano de Salvador, habitadas por quase 50% da população, sob situação fundiária irregular, para a qual ainda há necessidade da elaboração de regras para o seu reconhecimento legal”. Ela contestou a ideia de que o Plano seja meramente conceitual. Arguiu, inclusive, com a “dimensão jurídica nele contida”.


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