Passista dos intervalos, Renato Sorriso faltou ao desfile

O carnaval na avenida este ano não teve uma das presenças mais conhecidas de sua história – o gari Renato Sorriso, conhecido por fazer passos de samba na pista nos momentos de limpeza, durante os intervalos das apresentações das escolas. Pela primeira vez em 22 anos, ele não compareceu ao Sambódromo. A casa dele foi inundada pela água durante o temporal que atingiu o Rio nos últimos dias.

No domingo (4), Renato Sorriso ficou de fora da equipe da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) porque não pôde sair de casa. A chuva forte que atingiu a cidade alagou a comunidade em que mora. “Tenho família, o meu bem é a família e até pelos moradores mesmo, como é que eu ia vir sambar e os meus colegas na enchente? Meti a mão na massa mesmo”, afirmou Sorriso.

Renato Sorriso se encontrou com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na Marques de Sapucaí. Com um chapéu e a camisa da Comlurb, o governador posou para foto ao lado dos garis e conversou com Sorriso, que foi levado até ele por um assessor.

Como ocorreu no primeiro dia de desfiles, Wilson Witzel acompanhou a passagem das escolas na pista, perto do camarote do estado no Sambódromo. O governador estava na companhia da mulher Helena.

Educação

No momento de discussão sobre educação ambiental, Renato Sorriso alertou sobre o comportamento da sociedade. “Na calamidade da chuva, a água quer passar e o vento quer ventar, mas temos que ter a consciência de manter a cidade limpa. Quando falo em conscientização é respeitar o espaço. É respeitar a coleta do lixo, não jogar ele no chão. O Rio de Janeiro é nosso, temos que cuidar.”

O gari, que mora no condomínio Maria Mazeti, em Tomás Coelho, na zona norte, mandou recado para moradores de sua região.

“Em nome de todos os moradores de Inhaúma, Cavalcanti, Juramento, Juramentinho, quero pedir que tenham mais amor e mais visão. As nossas comunidades precisam de pessoas que valorizem. Estava tudo alagado, perderam casa, perderam carro. Tiramos nove caminhões de entulho e lama. Em nome dos moradores, peço que os governantes façam alguma coisa pela gente”, afirmou Renato Sorriso.

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