Parte do PMDB salva os direitos políticos da presidente afastada

31 de agosto de 2016

A decisão de parte dos senadores do PMDB que votou a favor do impeachment mas contra a cassação dos direitos políticos da agora ex-presidente Dilma Rousseff foi uma decisão de foro íntimo e não sinaliza divisão do partido. 

Essa é a opinião da senadora Simone Tebet (PMDB – MS). Segundo Simone, vários senadores foram ministros dos governos de Dilma Rousseff e de Lula e não há como exigir que votassem por orientação do PMDB.

Mas o senador Aécio Neves (PDSB-MG) mostrou-se preocupado e criticou os que votaram pela manutenção dos direitos políticos da presidente afastada.

Ele disse esperar não ter havido um acordo entre o PMDB e o PT.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi o autor do pedido para destaque na votação do impeachment de Dilma Rousseff, afirmou que a separação do texto de uma proposição legislativa é um direito parlamentar.

Em entrevista à jornalista Marcella Cunha, da Agência Brasil, o senador avaliou que a manutenção dos direitos políticos de Dilma ajuda a reconciliação nacional.

Sobre a intenção do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, Randolfe lembrou que todos têm direito de petição, mas que o pedido de destaque está garantido em lei. 

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