Operação que apura desvios na prefeitura de Belford Roxo apreende R$ 31,7 mil

10 de janeiro de 2018

A Polícia Civil informou nesta tarde (10) que apreendeu R$ 31,7 mil em espécie, diversos documentos, oito caminhões, cinco veículos, 16 computadores, um IPad, sete pen-drives, sete HDs e seis celulares durante operação que investiga um esquema de desvio de verba pública na prefeitura de Belford Roxo, município da região da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Os recursos deveriam ser destinados à saúde.

O objetivo da operação era cumprir 36 mandados de busca e apreensão em diversos imóveis na Baixada Fluminense e também na zona oeste do Rio de Janeiro. A casa do ex-prefeito Adelino Braulino dos Santos, também conhecido como Dennis Dautmann, foi um dos alvos. Além dele, também figura entre os investigados o ex-secretário de Administração do município, João Magalhães da Silva. A Polícia Civil não informou se todos os mandados foram cumpridos.

As investigações ocorrem em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). São apurados os crimes de fraude em licitações; advocacia administrativa; corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro; quadrilha; uso de documento falso e organização criminosa.

O inquérito policial foi instaurado a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão administrativo vinculado ao Ministério da Fazenda, que identificou operações atípicas da ordem de R$ 34,4 milhões, entre 2012 e 2015. O juízo da 2ª Vara Criminal de Belford Roxo determinou o bloqueio judicial cautelar das contas bancárias dos suspeitos de envolvimento no esquema. São investigados contratos com empresas de prestação de serviços e de diagnósticos médicos.

De acordo com a Polícia Civil, já foram identificadas contas bancárias em nome de “laranjas”, nas quais se realizou intensa movimentação financeira. Há também indícios consistentes de evolução patrimonial incompatível com os rendimentos líquidos declarados por diversos investigados, em especial, por servidores públicos municipais ligados ao esquema. “Foi identificada, ainda, a triangulação de valores entre contas bancárias dos investigados, como técnica de lavagem do dinheiro obtido por meio dos contratos fraudulentos”, informa em nota a Polícia Civil.

Mais cedo, a prefeitura do município informou em nota que as investigações não dizem respeito à gestão atual. “Informamos ainda que a prefeitura acatou prontamente ao mandado de busca e apreensão expedido pela juíza em exercício, Aline Maria Gomes Massoni da Costa, da 2ª Vara Criminal de Belford Roxo, e está colaborando para o desempenho e êxito das investigações por parte do Poder Judiciário e da Polícia Civil”, diz o comunicado.

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