O risco do Vitória de rebaixamento subiu: 53%

Para os torcedores mais fanáticos e otimistas, a situação do Vitória não é tão grave assim, “Basta vencer seus confrontos diretos contra Coritiba e Figueirense que ele não caí para a 2ª Divisão”, dizem. Mas a situação do Rubro-negro baiano, que voltou à elite do futebol brasileiro este ano, na reta de chegada segue a cada rodada mais difícil, e complicada, com o fator risco do clube baiano nos sites de prognósticos, subindo para 53% de probabilidades de ser rebaixado para a Série B do Brasileiro em 2017.

Em 17º lugar com apenas 35 pontos ganhos e o baixo percentual de aproveitamento na competição da CBF, de 36.5%, o primeiro do Z-4, a zona de rebaixamento, com quatro derrotas consecutivas, segundo o estudo realizado pelo departamento de matemática da Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG), liderado pelo professor Gilcione Nonato Costa, o Vitória chegou ao perigoso índice de risco de 53% de disputar a Série B em 2017. 

A derrota de 1 a 0 para o Cruzeiro, domingo passado no Barradão, elevou esse percentual de risco, que era de 39,8%. Faltando apenas seis rodadas, 18 pontos a serem disputados, segundo o site da UFMG, o América Mineiro e o Santa Cruz de Recife, já estão virtualmente rebaixados. Já o Figueirense, 18º colocado com 32 pontos atinge o percentual de 86,1%. 

Na prática, Vitória, Sport de Recife, com índice de risco de 21,8%, Coritiba, com 18,7%, e Internacional com 16,7%, vão lutar nestas seis rodadas contra a ultima “vaga” do Z-4 para a 2ª Divisão do Brasileiro em 2017. O próximo compromisso do time comandado pelo técnico Argel Fucks será nesta sexta-feira, dia 28, contra o Fluminense, no Estádio do maracanã, no Rio de Janeiro, às 18h30 (horário de Salvador), válido pela 33ª rodada do Brasileiro.

Diante da sequência de resultados negativos, o treinador Argel Fucks garante que tem feito de tudo para superar esse momento, sem também disfarçar sua irritação com tantos erros inadmissíveis para um grupo profissional.

“Vocês têm acompanhado, estamos fazendo o possível e o impossível. Sabíamos que o desafio era grande. Matematicamente temos chance. Existe uma briga muito grande. Ainda dependemos das nossas forças. Precisamos o quanto antes de uma vitória por uma questão de confiança, até porque esse grupo já deu uma resposta boa”, tentou “salvar” o momento o treinador.


Outros destaques: