Número de atendimentos por doença respiratória cresce 30% em São Paulo

8 de maio de 2018

Os atendimentos nas unidades de saúde da cidade de São Paulo aumentaram cerca de 30% devido às doenças respiratórias que se desenvolvem no período entre o outono e o inverno, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. A capital paulista registra queda na temperatura e baixa umidade relativa do ar, situação agravada pela poluição atmosférica.

No Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, região central da cidade, a procura por atendimento em razão de doenças como bronquite, asma, gripe, resfriado e pneumonia se intensificou. De janeiro a fevereiro, foram atendidas cerca de 3,5 mil crianças por mês. Em março e abril, o número supera 5 mil a 6 mil atendimentos. O número de casos devem continuar subindo até o começo de agosto.

Segundo a médica Maisa Kairalla, presidente da Sociedade de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, além das crianças, idosos estão entre os mais prejudicados pelo aumento do número de casos das doenças respiratórias. “Idoso morre, ou de queda, ou de pneumonia. E a pneumonia é a terceira causa de internação hospitalar no Brasil, sendo que 60% dos internados são idosos”, disse ela.

A médica aponta que, mesmo quando o idoso consegue recuperar a capacidade respiratória após o tratamento de uma pneumonia, ele quase sempre sai com a saúde geral pior do que quando deu entrada no hospital. “O melhor é prevenir. Existe vacinação gratuita no postos de saúde contra a influenza, que predispõe à pneumonia bacteriana”, esclarece Maísa. “O idoso acamado demora, depois, seis meses para se recuperar da internação”, disse.

Circulação de vírus

Nos dias frios, as doenças respiratórias crescem por causa do ciclo de vida dos vírus e bactérias. Outro fator que contribui para o aumento dessas patologias é que as pessoas permaneçam em ambientes confinados.

Por isso, a orientação é manter sempre os ambientes arejados e limpos. Nos dias secos, utilizar umidificadores de ar ou colocar bacias com água nos cômodos, além tomar bastante água. As principais formas de prevenção incluem lavar as mãos, não fumar e evitar aglomerações. A vacinação contra a gripe reduz a hospitalização e a internação por pneumonias.

Balanço de casos

A Secretaria da Saúde de São Paulo informa que contabiliza somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratórias Aguda Grave, com notificação obrigatória. Em 2018, foram notificados 146 casos no Estado até o momento atribuídos ao vírus Influenza, que causou 25 óbitos.

O Centro de Vigilância Epidemiológica monitora a circulação do vírus desde 2011. A campanha de vacinação contra a gripe para grupos considerados vulneráveis, como gestantes, idosos e crianças menores de cinco anos, começou em 23 de abril e já imunizou mais de 2 milhões de pessoas. A vacina está disponível na rede pública.

 

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