Novo terremoto atinge centro da Itália

Um novo terremoto, de 4,2 graus na escala Richter, atingiu a região central da Itália neste sábado (29), informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV). As informações são da agência Ansa.

Com epicentro em Perugia, o tremor foi sentido também na região de Marcas e nas pequenas cidades que foram afetadas pelos dois grandes sismos da última quarta-feira (26).

Apesar de não terem sido registradas mortes, as constantes réplicas do tremor de quarta continuam a assustar os moradores da região. Segundo o INGV, quase mil réplicas já foram verificadas na região até o momento – sendo as acima de 4 graus as mais fortes.

Especialistas afirmam que os tremores serão constantes e que são consequências do evento sísmico registrado no dia 24 de agosto, em Amatrice, que causou a morte de 298 pessoas.

Desculpas

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Emmanuel Nahshon, pediu desculpas públicas por uma fala do vice-ministro de Cooperação Regional de Israel, Ayoob Kara, que afirmou que os dois terremotos que atingiram a Itália nesta semana foram "uma punição divina".

"Condenamos as palavras de Ayoob Kara. São inapropriadas e não devem ser pronunciadas. O vice-ministro se desculpou por isso e nos associamos a esse pedido de desculpas", disse Nahshon neste sábado (29). Segundo o representante da Chancelaria, o premier Benjamin Netanyahu irá questionar pessoalmente Kara "o mais rápido possível".

Nesta sexta-feira (28), enquanto estava em missão no Vaticano, Kara deu uma entrevista ao site "Ynet" sobre a sensação de vivenciar os terremotos que ocorreram na última quarta-feira (26). "Passar por um terremoto não foi a experiência mais agradável, mas tínhamos confiança que a Santa Sé nos protegeria.

Tenho certeza que o terremoto ocorreu por causa da decisão da Unesco, que o Papa desaprovou fortemente", disse o vice-ministro ao portal.

Kara se referia ao texto aprovado pela Unesco na semana passada sobre o patrimônio cultural dos palestinos. Como as Nações Unidas não reconhecem a indexação da chamada "Cidade Velha" de Jerusalém por Israel, uma moção aprovada pela entidade não reconheceu o "Monte do Templo" como patrimônio de Israel, chamando-o apenas pela denominação palestina de "Esplanada das Mesquitas".

A Itália se absteve de votar na moção, mas o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, chamou a medida de "alucinante" e chegou a pedir explicações para o chanceler Paolo Gentiloni. Pela postura de Renzi, Netanyahu apaziguou a crise com os italianos e compreendeu a posição. Porém, a fala de Kara pode reacender o clima tenso entre as duas nações às vésperas da visita do presidente Sergio Mattarella a Israel.

Ainda na noite de ontem, fontes da Embaixada de Israel em Roma afirmaram à ANSA que a postura do vice-ministro não "representavam" a opinião do Estado israelense.

"As palavras atribuídas ao vice-ministro Kara não representam absolutamente a posição do Estado de Israel. Haverá um controle sobre o caso. Israel tem a máxima consideração por suas importantes e amigáveis relações com a Itália e está próxima ao povo italiano pelos trágicos terremotos", disse um dos representantes diplomáticos, que pediu anonimato. 


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