Nos EUA, Bolsonaro deve se reunir com Bush e Ted Cruz

O presidente Jair Bolsonaro disse que está finalizando os preparativos para uma viagem à cidade de Dallas, no estado norte-americano do Texas, onde deve se encontrar com o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush, republicano que governou o país por dois mandatos (2001 a 2009). Bolsonaro também poderá ser recebido por outros políticos do país, como o senador texano Ted Cruz, também do Partido Republicano, e o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, que é membro do Partido Democrata.

“Estamos ultimando a feitura dessa ida para os Estados Unidos, possivelmente a Dallas. Estamos em contato com Bush, com Ted Cruz, entre outros, que gostariam de me ver presente em seu estado. Uma viagem de um chefe de Estado não pode ser marcada de uma hora para outra. Estamos tentando acertar para quinta [16] e sexta [17] da semana que vem. Talvez teremos a resposta no dia de hoje”, afirmou o presidente, pouco depois de participar de uma videoconferência com professores e alunos de uma escola rural de Cavalcante (GO), que passaram a receber conexão de internet banda larga a partir do Satélite Geostacionário de Defesa e Comunicações.

Manifestações em NY

A viagem ao estado norte-americano do Texas está sendo negociada, após o cancelamento da agenda do presidente em Nova York, na mesma data, onde ele receberia o prêmio de personalidade do ano promovido Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O cancelamento da agenda em Nova York foi confirmado pelo Planalto na última sexta-feira (3). Segundo o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, “em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York [Bill de Blasio] e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”.

Perguntado sobre os motivos do cancelamento, Bolsonaro criticou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Segundo o presidente, De Blasio estaria “insuflando” a população local contra a sua presença na cidade.  

“Uma coisa é enfrentar uma manifestação normal. Outra coisa é uma manifestação patrocinada pelo prefeito, que é o dono casa. Você enfrentar uma manifestação dele e ele insuflando a população para tirar o que tiver nas mãos contra a minha pessoa, entre outras sabotagens. Primeiro seria museu, ele vai lá e diz que não quer que o museu receba uma pessoa como eu. Depois, um local ou outro particular, não sei que tipo de ameaça os seus assessores fazem, para não ir também. Então já que estou sendo um incômodo para ele, mas não sou para o Trump nem para o povo americano, resolvemos não criar essa polêmica, não queremos enfrentar esse tipo de manifestação que, a nosso ver, não pode ser dessa forma”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse também que Bill de Blasio agiu dessa forma porque pretende se candidatar às prévias do Partido Democrata para enfrentar Donald Trump, atual presidente do país, na corrida presidencial dos Estados Unidos, em 2020. “Acho que esse cidadão [prefeito de Nova York] se queimou completamente na sua corrida para disputar as prévias do seu partido para concorrer as eleições do ano que vem”, acrescentou.

Armamento restrito

Bolsonaro também foi perguntado sobre a flexibilização para compra de armamento de uso restrito das polícias e Forças Armadas. A permissão consta no decreto que regulamentou posse, porte e comercialização de armas para caçadores, atiradores esportivos e colecionadores, assinado ontem e publicado na edição desta quarta-feira (8) do Diário Oficial da União. Segundo a nova norma, o acesso a armas curtas, abastecidas por munição comum, foi estendido a cidadãos que possuem porte, o que inclui pistolas .40, .45 e 9mm. Antes, esses modelos eram de uso exlusivo das forças de segurança.

“Tem certos calibres que você tem que buscar no mercado aí de fora. Se você quer buscar uma arma de qualidade, você tem que variar os calibres, é só isso aí, mais nada”, disse o presidente. Ele argumentou que o decreto não infringe o Estatuto do Desarmamento. “Nós trabalhamos uns 40 dias nesse decreto, o objetivo foi não infrigir a lei em nenhum momento, tanto é que a questão do porte de arma de fogo foi tratado com bastante cuidado, isso tem que ser tratado, em grande parte, na lei. Agora, a posse, o que nós podíamos fazer na posse, a gente fez”, acrescentou.

O presidente reforçou ainda que vai trabalhar com o ministro Paulo Guedes (Economia) para reduzir a carga tributária sobre fabricantes de armas do país, para que eles não sejam prejudicados pela concorrência com empresas do exterior, já que o decreto também flexibilizou a importação de arma, que era vedada caso existisse modelo similar de arma fabricada no país.   

 

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