Mistério prossegue no caso das seringas na Bahia

A Polícia Civil segue com as investigações para descobrir e prender o autor ou autores dos ataques com seringas que estão acontecendo na Bahia. Até então foram registradas 16 ocorrências feitas por vítimas do “maníaco da seringa” em Salvador, Região Metropolitana, e interior do estado. O flagrante pode resultar em até quatro anos de prisão, podendo ser indiciado por até três crimes.

Por meio do Hospital Geral Couto Maia (HGCM), que recebe as vítimas para realizar exames, a Polícia Civil e a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estão trabalhando em uma ação conjunta para coletar o maior número de informações e poder traçar um retrato falado que ajudará nas buscas de quem pratica o ato criminoso.

A Sesab informou, por meio de nota, que em função do processo de investigação em curso não divulga mais os registros dos atendimentos realizados nas unidades de saúde. Em relação aos cuidados médicos, o órgão afirmou que todas as vítimas passaram por profilaxia para Aids e Hepatite, sendo vacinadas e recebendo medicamentos durante cerca de uma semana.

De acordo com a diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), a delegada Fernanda Porfírio de Souza, quem for pego em flagrante poderá ser indiciado por lesão corporal, com base no artigo 129 do Código Penal Brasileiro (CPB), com pena de três meses a um ano de detenção; por disseminar doença ou praga, pelo artigo 61 da Lei de Crimes Ambientais, cuja pena de reclusão pode chegar a quatro anos; e por causar perigo de contágio de moléstia grave, com base no artigo 131 do CPB, com pena de um a quatro anos. 

Câmeras de monitoramento nos locais onde foram relatados os ataques também estão sendo averiguadas. Das 16 vítimas, somente uma se dispôs a comparecer ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para auxiliar na confecção de um retrato-falado do suspeito.

OCORRÊNCIAS
O último registro de ataque ocorreu no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na região metropolitana. A empacotadora FerandaFernantes Santana, 20, que possui deficiência auditiva, foi atacada em um ponto de ônibus da Estrada do Coco, em frente à Madeireira Vinhático. Relembre outros casos abaixo.

Três ocorrências foram registradas na 3ª Delegacia do Bonfim. De acordo com a delegada titular Ana Virgínia Paim, a vítima mais recente, a estudante de 12 anos, afirmou em depoimento que passava com uma colega na Rua Aníbal da Silva Garcia, na Ribeira, quando um homem  de estatura baixa e de porte atlético  espetou seu braço esquerdo e, em seguida, fugiu correndo.
Também foi registrada uma ocorrência semelhante durante a tarde de terça-feira (18), quando uma mulher de 41 anos procurou a mesma unidade policial. Esta, por sua vez, não soube descrever o indivíduo que a atacou, mas revelou que toda a ação ocorreu na Rua Lélis Piedade, por volta das 14h.

 Um mês antes, no dia 18 de setembro, um motorista de ônibus também procurou a delegacia em questão para registrar queixa, depois que um passageiro o feriu no rosto com uma seringa. O passageiro seria um homem de cor parda, estatura mediana e cabelos pretos.
O primeiro caso foi registrado no início no dia 8 de outubro, quando um soldado do exército procurou a 1ª Delegacia dos Barris para relatar que, quando circulava pela Avenida Joana Angélica, no Centro, um homem injetou uma seringa em seu braço. A delegada Ana Vírginia, que investiga o caso, informou que não há elementos que liguem os crimes e que as vítimas descrevem autores com características diferentes, o que dificulta a identificação.
 


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