Mais de 500 pessoas processam Samsung por causa do Note 7

O Galaxy Note 7 está morto. Mesmo assim, a Samsung está enfrentando cada vez mais problemas por causa do smartphone. Na Coréia do Sul, mais de 500 usuários do telefone estão processando a empresa em uma ação coletiva, de acordo com a firma de advocacia Harvest Law. Eles pedem compensação pelo tempo e dinheiro gastos ao tentar consertar o produto e pelo impacto psicológico sofrido ao carregar um dispositivo que pode pegar fogo a qualquer momento.

Cada um deles pede aproximadamente US$ 440 (cerca de R$ 1.373) em suas reivindicações iniciais, disse um dos responsáveis pelo escritório de advocacia, alertando que centenas de outros processos estão por vir. A gigante de tecnologia disse na segunda-feira (24) que os clientes sul-coreanos que trocarem seus problemáticos Galaxy Note 7 por telefones Galaxy S7 serão capazes de adquirir o Galaxy Note 8 em 2017 pela metade do preço.

Desde então, mais de 300 clientes já se registraram para participar de uma segunda onda de ações judiciais. "Um desconto parcial não pode ser considerado uma compensação em uma situação em que os consumidores precisam trocar seus telefones novos por outros produtos", disse o escritório de advocacia.

A decisão da Samsung de colocar um fim ao Galaxy Note 7 foi tomada após vários consumidores relatarem que seus smartphones estavam superaquecendo, e, em alguns casos, explodindo. O problema vai custar à empresa cerca de US$ 3 bilhões, além de uma mancha em sua reputação.

Na Coreia do Sul, a Samsung é mais do que apenas um fabricante de smartphone. Os produtos do grande conglomerado que a empresa representa está presente no cotidiano de quem mora no país. Existem hospitais, parques de diversão, complexos de apartamentos e até mesmo um centro de adoção de animais que levam o nome a marca.


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