Mãe da bebê atropelada diz que tudo aconteceu muito rápido

19 de janeiro de 2018

 EFE/Antonio Lacerda (Direitos Reservados).

Veículo invadiu calçadão da Praia de Copacabana na noite de ontem  (EFE/Antonio Lacerda /Direitos Reservados)

A mãe da bebê Maria Louise Araújo Azevedo, de 8 meses, que morreu no atropelamento na Praia de Copacabana, na noite de ontem (18), disse que tudo aconteceu muito rápido, com o carro subindo a calçada, atravessando a ciclovia e atropelando as pessoas no calçadão da orla. Niedja da Silva Araújo esteve no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo da filha. “Eu só lembro que estava no chão. Eu não vi mais nada. Acabaram com a minha vida”, disse, chorando muito. Ela disse que ainda sentia muitas dores no corpo.

A família disse que não tem a certidão de nascimento de Maria Louise, que molhou e rasgou com a chuva. O IML informou que o enterro do bebê vai poder ser feito, mas liberado sem o nome da criança na certidão de óbito, apesar do reconhecimento feito pela família. Após o sepultamento, com a apresentação da nova certidão de nascimento, no registro do óbito constará o nome de Maria Louise.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, das 16 vítimas feridas, nove delas que estavam com ferimentos mais graves foram levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul da cidade. Destas, três receberam alta na madrugada desta sexta-feira (19), e seis permaneciam internadas. A mais grave é um turista australiano que está em estado grave e não teve o nome revelado. Ele tem 68 anos, sofreu traumatismo craniano e está respirando com auxílio de aparelhos.

Outras sete pessoas feridas foram encaminhadas para o Hospital Souza Aguiar, na região central da cidade. Todas sofreram ferimentos mais leves, incluindo Niedja Araújo, mãe de Maria Louise Araújo Azevedo, que morreu na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Copacabana.

 

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