Luta pela formalização da Economia Solidária

25 de junho de 2017

O Dia

– Governo estadual lançou, na sexta-feira, plano para mapear o setor. Ideia é fortalecer alternativa de geração de trabalho e renda com inclusão social –

Rio – Um espaço cultural no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, que oferece bolsas, roupas, sapatos e acessórios em um bazar na comunidade. Uma moradora da Cidade de Deus, que passou a garantir o sustento da família vendendo produtos derivados de massa. Histórias assim passam a ser impactadas pelo Plano Estadual de Economia Solidária do Rio de Janeiro (PEES-RJ), lançado na sexta-feira no Theatro Municipal do Rio. O documento vai permitir o mapeamento, cadastramento do perfil e de integrantes do programa no estado do Rio, o 5º maior em registro de empreendimentos no país.

Documento vai permitir mapear integrantes do 5º maior em registro de empreendimentos no país

Documento vai permitir mapear integrantes do 5º maior em registro de empreendimentos no país

Foto: Divulgação

Mais de 700 pessoas estiveram no lançamento, em parceria das secretarias estadual de Trabalho e Renda (Setrab), de Cultura e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A ação também envolve o Fórum Estadual de Economia Solidária e a Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária da ALERJ.

Em meio ao lançamento do programa, estava Laudelina de Oliveira, de 58 anos, a moradora da Cidade de Deus citada no começo da reportagem, que integra o Projeto Rio com Sol. “Graças ao projeto, sou uma mulher completa, qualificada e empreendedora. É com isso que garanto o sustento da minha família”, afirma.
O secretário Milton Rattes, da Setrab, acredita que o programa será fundamental para a retomada do crescimento no estado do Rio. “A Economia Solidária surge como uma força ainda maior. E vamos, juntos, a partir do plano, fazê-la crescer cada vez mais”, garante.

A Economia Solidária oferece uma alternativa de geração de trabalho e renda com inclusão social.

A ação vai promover práticas econômicas organizadas em cooperativas, associações e redes de cooperação. A ideia é gerar alternativa de trabalho e distribuição de renda, com crescimento da economia e cuidados, também, na relação com o meio ambiente.

Trabalho criativo

Como consequência desses movimentos, o mercado de trabalho criativo avançou. A participação do setor alcançou 2,8% do total de empreendimentos formais brasileiros em 2016 (em 2013, esse índice foi de 1,7%). Hoje, há 1.343 empreendimentos registrados no estado.

Em novembro do ano passado, a Setrab e a Secretaria Nacional de Economia Solidária deram início ao projeto que possibilitará ao estado do Rio a criação do Mercado Público de Economia Solidária do Rio. Equipes de técnicos da secretaria já trabalham no projeto, com base em dois convênios que totalizam R$ 3 milhões, para implantação do mercado.

O plano foi concluído e publicado no Diário Oficial do Estado (DORJ) em 14 de setembro do ano passado e tem suas bases dirigidas à sociedade civil.

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