Leticia Colin viverá história de amor com Bruna Marquezine em minissérie

30 de agosto de 2016

O Dia

– Letícia: em ‘Nada Será Como Antes’, uma mulher empreendedora; na vida real, uma atriz que se arrisca em novelas, cinema, acrobacias e cultiva o lado espiritual com o budismo –

Rio – Sofisticada, controladora e progressista. É assim que Letícia Colin define Júlia, sua personagem na próxima minissérie da Globo, ‘Nada Será Como Antes’. Nos anos 1950, em meio à chegada da televisão — eixo central da trama — ela viverá um romance com a atriz e cantora Beatriz (Bruna Marquezine), que inicialmente se envolve com seu irmão Otaviano (Daniel de Oliveira).

Prevista para 27 de setembro e dividida em 12 episódios, a série mostra Júlia como uma mulher de família tradicional, mas à frente de seu tempo. “Ela é a ‘mulher de negócios’ da família, uma mulher forte, empreendedora, de famíla rica. Quer controlar a todos, inclusive o irmão, Otaviano. Inicialmente, ela se aproxima de Beatriz em função desse controle, já que o irmão também está apaixonado. Na série, os personagens são livres e vão em busca dos seus sonhos, em direção ao amor. Abriam espaço no tempo de viver seu amor”, conta Letícia, de 26 anos.

Ela está preparada para a curiosidade em torno da relação amorosa das duas personagens. “Mas isso não deveria ser polêmica hoje. As pessoas estão livres e menos catalogadas. A paixão delas é mais admiração e encanto. O sentimento começa a se confundir. Ela cria um encantamento pela personagem da Beatriz, que por ser artista tem um estilo de vida diferente. Ela desenvolve um amor por ela que não sabemos de que ordem é”.

Na série, o protagonista Saulo (Murilo Benício) é um jovem empreendedor que trabalha vendendo rádios e se apaixona por Verônica (Débora Falabella), locutora de uma emissora do interior. “Falamos sobre a transformação desse casal que acompanha a transformação dos meios de comunicação do país”, conta Guel Arraes, que escreve a minissérie com Jorge Furtado e João Falcão. De vendedor de rádio, Saulo torna-se dono da TV Guanabara e consagra a novela como paixão nacional — tendo sua Verônica como estrela.

Seguindo o estilo das musas da época, Letícia ganha um visual curvilíneo na produção, após ter feito uma personagem com problemas alimentares em ‘Sete Vidas’, a Elisa, cuja interpretação lhe exigiu uma dieta radical.

“No caso da Júlia, foi gostoso trabalhar com o corpo da minha vida, normal, sem precisar emagrecer. Os figurinos estão lindos, valorizam mais o corpo da mulher, a modelagem. Deixa o corpo sedutor, uma estética linda”, diz, acrescentando: “As pessoas do nosso tempo veem magreza exagerada como padrão, acham isso bonito. Mas a vanguarda está em dizer ‘não quero esse corpo, quero o meu’. Sempre comemoro quando vejo um veículo mostrando alguém fora do padrão, alguém único”.

Além da TV, Letícia tem dois filmes por estrear, e experimenta novas realidades em ambos. Um deles estreia amanhã, ‘Um Namorado Para Minha Mulher’, de Julia Rezende, refilmagem da comédia argentina ‘Um Namorado Para Minha Esposa’, de Juan Taratuto. Letícia busca um lado mais cômico com sua personagem Mariana. “Minhas cenas são um tom acima. Entro com a função de fazer rir, com a Ingrid Guimarães (a Nena, a ‘mulher’ do título do filme), que se joga também”.

Em ‘Os Saltimbancos Trapalhões 2: Rumo a Hollywood’, dirigido por João Daniel Tikhomiroff, ela faz Karina, o papel que foi de Lucinha Lins no filme do Trapalhões, feito nos anos 80. E fez treinamento com a lira circense, bambolê suspenso, no qual trapezistas fazem acrobacias. “Não é um remake, ele é inspirado na peça (‘Os Saltimbancos Trapalhões — O Musical’, de Charles Möeller e Claudio Botelho) e, emocionalmente, nos Trapalhões”, conta ela, que aparece em cena cantando a música ‘A História de Uma Gata’, imortalizada por Lucinha.

O crescimento artístico veio acompanhado de um profundo mergulho espiritual. Letícia é budista há um ano. “Fazia espetáculo e dividia o camarim com um colega budista. A conduta dele era irrepreensível. Ele creditou tudo isso ao budismo que ele praticava há dez anos. E a doutrina veio ao encontro do que acredito, ao que sou”, conta ela, que está namorando (só não revela o nome do seu novo par) e quer casar um dia. “Quero uma cerimônia de amigos, com leitura de poesias que falem da história do casal”.

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