Jeep Cherokee é testado no deserto do Moab, nos Estados Unidos

17 de junho de 2015

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– O Trailhawk mostrou porque recebeu o Trail Rated, o selo dado somente aos veículos que passam pelo duro teste das mais difíceis trilhas do mundo, como o Renegade 4X4 brasileiro –

O Sol brindou a vocação do deserto com calor durante o dia. O frio à noite era acompanhado por uma balada melancólica de Johnny Cash, ‘chamada’ na viola de um típico Cowboy, em frente às Wind Caves, as cavernas escavadas pelos ventos do deserto de Moab, em Utah, EUA.

Na hora da ação, entretanto, puro rock&roll. O Jeep Cherokee Trailhawk mostrou porque recebeu o Trail Rated, o selo dado somente aos veículos que passam pelo duro teste das mais difíceis trilhas do mundo, como o Renegade 4X4 brasileiro.

Conhecemos de perto a Hell’s Revenge, a Revanche do inferno, que reúne rochas íngremes e lisas ao extremo, água, lama e muita atenção. Perigosa, a Hell’s Revenge pode levar a acidentes fatais se o trilheiro não for sério e não considerar as possibilidades de erros.

Nestas subidas, algumas de até 35°, o Cherokeee gastou toda a tecnologia de tração e controle de descidas que tem. Puxado por um motor 3.2 litros, seis cilindros em ‘V’ de 271 cv e equipado com caixa automática de nove velocidades, o Jeep entrega ainda modos diferenciados de tração para várias conduções. No botão giratório acionamos ‘rock’ e partimos pedras acima. Vez por outra o sistema de tração pinçava uma roda que derrapava e jogava potência na outra e assim por diante, numa sinfonia eletrônica de alternância de força nas quatro rodas, com a caixa de marchas acoplada à redução.

Força total pra encarar espaços possíveis para poucos automóveis. Estas trilhas, aliás, elevam o conceito da palavra automóvel a um novo patamar. Seria esta uma máquina que deve nos levar aonde queremos ir, como as belíssimas paisagens de cânions e chapadas do meio-oeste americano?

O conceito se amplia ao lembrarmos que o Brasil tem 92% de suas estradas registradas com o piso de terra. Aí, não importa mais a esportividade, a suspensão baixa e o pneu de alto desempenho. Sem asfalto, uma Lamborghini se transforma em uma linda banheira de hidromassagem.

De volta ao SUV que inaugurou a categoria, o Trailhawk é um carro excepcional. Ótimos ângulos de ataque, transposição e saída dão à ele possibilidades únicas em degraus de pedras e passagem de rios secos. No asfalto, ronrona suave e é muito confortável, com ar-condicionado dual zone, tela multimídia e comandos acessíveis. Os bancos de couro estão lá, claro, e são bons, assim como o pack completo de airbags e demais sistemas de contenção. Mas isso pouco importa diante das chamadas ‘capabilities’ que virtualmente podem te levar a qualquer lugar.

O modelo divide o ambiente hostil com inúmeros outros veículos preparados, Quads e também com seu irmão Wrangler, que apoiou a jornada. Foram 120 milhas em dois dias inteiros, quase 194 quilômetros, com velocidades que, muitas vezes, não passavam dos dois quilômetros por hora. Tudo para provar que altas velocidades, muitas vezes, não significam quase nada.

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