Informe: Pezão vai trabalhar 4 horas por dia nos primeiros meses após retorno

Paulo Cappelli

– Governador licenciado voltará ao cargo na semana que vem –

Rio – O governador licenciado Luiz Fernando Pezão, que retornará ao cargo semana que vem, vai trabalhar no máximo quatro horas por dia nos primeiros meses. À equipe médica e a amigos que o aconselharam a não voltar este ano, principalmente pelas circunstâncias do momento, Pezão respondeu que “foi eleito para isso”.

O governo elabora um pacote de austeridade que deve gerar forte reação de diferentes segmentos a partir da semana que vem, quando os textos serão enviados à Assembleia Legislativa (Alerj). Pezão não quer que pensem que ele se esconde atrás da doença para se resguardar.

O fato é que…

Apesar de ter respondido bem à quimioterapia para o combate a um linfoma, Pezão ainda está longe dos 100% de condição física. Na cerimônia de posse da ministra Cármen Lúcia, passou mal após ficar duas horas em pé. Dia desses, sentiu-se estafado ao andar do Palácio Guanabara ao prédio anexo. Ele tem que dedicar parte do dia a tratamentos como fisioterapia e acupuntura.

Divisão de tarefas

Por conta desses fatores, Francisco Dornelles continuará em destaque mesmo após o retorno de Pezão. 

Tesourada

Funcionários de empresas do estado tinham esperança de não ter o salário reduzido pelo pacote, mas podem tirar o cavalinho da chuva. Cedae, Cehab, Emop e Imprensa Oficial, por exemplo, terão gratificações revistas.

UPP preservada

Cortes nas gratificações de servidores não devem se estender aos policiais militares que atuam em UPPs. Pelo menos até ontem, o governo não cogitava a possibilidade.

Em campanha

Flávio Bolsonaro (PSC) gravou ontem vídeo para a propaganda eleitoral de Marcelo Crivella (PRB) na TV. Não economizou nas críticas ao adversário Marcelo Freixo (Psol).

Isenções fiscais

Presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) colocará para votar, terça-feira, projeto de lei dos deputados Bruno Dauaire (PR) e Luiz Paulo (PSDB) que impede que o governo conceda benefícios fiscais a empresas pelos próximos dois anos. Ontem, a Justiça proibiu a prática, mas, como a decisão é de 1ª instância, cabe recurso. A aprovação do projeto de lei serviria para sacramentar e encerrar qualquer questão.

Os dois prazos

Inicialmente, o texto pedia a proibição pelos próximos quatro anos. Após negociação com o Palácio Guanabara, o período foi reduzido pela metade.


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