Inflação acumulada no ano mantém rota de desaceleração

11 de agosto de 2016

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,52% em julho. No ano, ficou quase 2 pontos abaixo do registrado em 2015

A inflação brasileira, em julho, manteve a rota de desaceleração. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o indicador oficial de custo de vida ficou em 4,96% no acumulado do ano até o mês passado – número bem menor que os 6,83% registrados em igual período do ano.

Inflação acumulada no ano mantém rota de desaceleração

Esses números divulgados pelo IBGE fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que é considerado a inflação oficial do País. Na comparação entre junho e julho, o IPCA registrou alta de 0,52%.

Entre os grupos de produtos, alguns passaram a pressionar menos o bolso do consumidor, a exemplo de vestuário, cujos preços recuaram 0,38% no mês, e de habitação, com queda de 0,29%.

Outros segmentos tiveram variações pequenas. O grupo de produtos de comunicação, por exemplo, apresentou alta de 0,02%; educação marcou elevação de 0,04%.

Apesar de alguma melhora em determinados preços, a equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer tem trabalhado para reduzir essa pressão sobre o bolso dos consumidores.

Recuperação 

Medidas para sanear a economia, como a que cria limites para a expansão dos gastos públicos, devem colaborar no controle do custo de vida. É o que também espera o Banco Central, que avalia que, com as medidas tomadas até o momento e outras ações futuras, a inflação vai desacelerar.

A expectativa da instituição é de que ela esfrie até atingir a meta perseguida, um IPCA ao redor de 4,5%. Esse valor, pelo cenário do Banco Central, será alcançado no último trimestre de 2017.

Caso essa projeção se confirme, será a primeira vez desde 2009, quando o índice terminou o ano em 4,31%, que o BC conseguirá atingir a meta de inflação.

A expectativa é de que ela continue a desacelerar depois de atingir esse resultado. No primeiro trimestre de 2018, chegaria a 4,4% e, no segundo (última previsão disponível), em 4,2%.

Problemas climáticos afetam produção

O resultado do IPCA de julho poderia ser melhor, não fosse o desempenho de alguns produtos que, em função de problemas climáticos e quebras de safra, estão em movimento temporário de alta. O feijão carioca, por exemplo, aumentou 32,42% no mês e 150,61% no ano.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que faz umlevantamento da safra do País, explicou que o feijão passa por problemas. Segundo o órgão, há uma redução na área e na produção das culturas de primeira e segunda safras. Para a terceira safra, estima-se redução de área em quase todos os Estados produtores.

A área plantada do feijão primeira safra apresentou redução de 7,5%; da segunda Safra, queda de 3%; a terceira apresenta uma redução de 16,8%. A avaliação da Conab é de que o plantio está sendo finalizado na maioria dos Estados, mas o baixo nível dos mananciais está inibindo a irrigação e prejudicando a produção, o que faz os preços subirem.

Inflação acumulada no ano desacelera; confira a evolução

Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE, do BC e da Conab

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