Ida de Wagner para FLEM é prenúncio de reforma no governo

A decisão de nomear o ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner (PT) para o comando da Fundação Luis Eduardo Magalhães é o prenúncio de uma pequena reforma administrativa que o governador Rui Costa deve promover logo depois das eleições municipais, provavelmente em janeiro do próximo ano.

Segundo fontes do Palácio de Ondina, Rui deve analisar o quadro político no Estado a partir da emergência da nova correlação de forças provocada pela sucessão municipal e realizar mudanças na equipe administrativa visando já seu fortalecimento para a reeleição, em 2018.

Wagner deve não apenas auxiliar o governador a partir de uma posição mais “solta”, que a FLEM confere, se comparada com as obrigações que teria, por exemplo, como secretário de Estado, especialmente num cargo como  de articulador político, onde muitos gostariam de vê-lo.

“Wagner é homem para atuar de maneira mais livre, com uma equipe de apoio, transitando nas várias instâncias de poder do PT no país e na Bahia”, diz uma fonte do governo ao Política Livre sobre a nova posição que o ex-ministro vai assumir no governo estadual.

Na FLEM, o ex-governador terá tempo também para se dedicar às articulações para sua campanha ao Senado, já que, na hipótese de Lula não ser candidato à Presidência da República, em 2018, o mais provável é que o PT apóie o ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, à sucessão de Michel Temer (PMDB).


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