Funcionários da Cedae voltam a protestar contra privatização da empresa

O Dia

– Trabalhadores da empresa se concentram no Largo do Machado e seguirão para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual –

Rio – Funcionários da Cedae realizam, na tarde desta terça-feira, um novo protesto contra a privatização da empresa, proposta pelo Governo Federal. O grupo está concentrado no Largo do Machado e seguirá para o Palácio Guanabara, sede do governo do Estado.

Os organizadores do evento esperam reunir pelo menos 10 mil pessoas no ato, número estimado que chegou o último protesto da categoria no Centro do Rio, dia 6, segundo número deles. O trânsito já apresenta congestionamento para quem segue para a Zona Sul pelo Túnel Santa Bárbara, de acordo com o Centro de Operações Rio. 

A manifestação reúne diversos movimentos sindicais de trabalhadores que atuam na Cedae, como STIPDAENIT (Água e Esgoto de Niterói), SINTSAMA (Água e Esgoto do Rio), STAECNON (Saneamento do Rio), Senge-RJ (Engenheiros do Rio) e SINAERJ (Administradores do Rio). Paulo César Quintanilha, do Conselho Fiscal do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) mostra indignação com a medida proposta pelo Governo Federal. 

“A gente não entende porque o governo quer privatiziar a Cedae, já é superavitária (dá lucro). A gente tem uma empresa que dá lucro e agora querem privatizar. O pior é o discurso dizendo que precisa da iniciativa privava, que não entra com nenhum tostão”, desabafou.

Quintanilha teme que, se concluída a concessão da Cedae via parcerias público-privadas (PPPs), o consumidor é que sofra as consequências. “Isso é motivo de muita preocupação. Se privatizar, vai ter um aumento brutal das tarifas, pois eles trabalham sob a lógica do lucro. Essa bomba vai estourar na mão de quem não pode pagar”, acredita.

Governos estudam privatização

A iniciativa do ato se deu após o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, enviar no dia 19 de agosto um ofício pedindo a inclusão da empresa  no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do Governo Federal, instituído pela Medida Provisória 727, feita pelo presidente da república, Michel Temer, no dia 12 de maio de 2016.

Com a medida, o estado do Rio seria dividido em quatro áreas de concessão dos serviços de água e esgoto via parcerias público-privadas (PPPs), mantendo a Cedae para produção e entrega de água para as concessionárias privadas comercializarem. Os sindicatos argumentam que as PPPs não irão resolver os problemas de saneamento do Estado e alegam que a medida vai encarecer as tarifas.


Outros destaques: