Fotógrafo relata ter sido agredido por Marcelo Freixo durante enterro do irmão

O Dia

– Profissional contou que foi ao cemitério a trabalho e acabou recebendo socos e chutes do candidato à prefeitura. Freixo se defendeu e disse que decisão da família não foi respeitada –

Rio – Um fotógrafo relatou ter sido agredido pelo deputado estadual e candidato à Prefeitura do Rio Marcelo Freixo (Psol), em 2006, durante o enterro de seu irmão Renato Freixo. Por meio de seu Facebook, Bruno de Lima disse que, na ocasião, foi ao cemitério fazer fotos do sepultamento para o jornal “A Tribuna” e reforçou que fotografou “de longe, para não ser invasivo ou desrespeitoso” com a família.

Bruno lembrou que, assim que pegou a sua câmera fotográfica, Freixo largou o caixão e correu até ele. “Não deu tempo de processar o que estava acontecendo. Só deu tempo de me abaixar, tentando proteger o meu equipamento e receber socos e chutes. Pareceu que ele estava querendo descontar tudo em mim. Fui agredido covardemente. Mesmo tentando proteger o meu equipamento, ele conseguiu quebrar o flash”, contou o fotógrafo.

Com mais de mil curtidas e compartilhamentos, a publicação repercutiu nas redes sociais e gerou críticas entre os internautas. “Essa foto mostra que você está a menos de cinco metros do caixão e vem com papo que estava de longe. Você foi um aproveitador no enterro e está sendo um aproveitador agora”, afirmou um deles. “Fotografou de longe, mas está perto do caixão”, observou outra pessoa.

Por outro lado, alguns usuários elogiaram a atitude do fotógrafo em publicar as imagens. “Freixo é totalmente desqualificado”, disse um internauta. “Ele é um falso moralista”, acrescentou outro.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Freixo destacou que sua mãe havia pedido para o profissional não fotografar o enterro, mas ele não teria respeitado. “Quando a gente fecha o caixão, que é o momento mais doloroso quando a gente perde um ente familiar, ele vem e fotografa de perto o caixão com a minha mãe. Não há justificativa, eu errei. Empurrei, dei um chute nele. Foi uma agressão que não se justifica. Mas tinha um contexto, o enterro do meu irmão e um desrespeito profundo desse profissional com a minha mãe”, afirmou o deputado.


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