Fiocruz nega boatos sobre pandemia gerada por primatas

O Dia

– Morte de macacos ainda é investigada –

Rio – Boatos se espalham nas redes sociais enquanto a causa do surto infeccioso que matou 15 macacos-pregos e micos-estrelas há duas semanas permanece desconhecida. Pelo WhatsApp, um áudio circula com a informação falsa de que um princípio de pandemia mundial gerado por uma doença letal estaria sendo transmitida pelos primatas.

Os rumores dão conta ainda que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estaria contratando zootecnistas para trabalhar no caso dos micos, mas a instituição negou em nota oficial.

Jeferson Pires, veterinário responsável pelo recebimento dos macacos doentes no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Estácio de Sá, acredita que as pessoas querem causar pânico. “É uma ‘viagem’, o pessoal está inventando tudo. Zootecnistas nem trabalham em pandemias… E não estamos nem próximos de uma. É comum os animais passarem várias doenças na natureza”.

A suspeita inicial do herpes simiae, mas o veterinário ressalta que não é possível confirmar nada, já que as amostras ainda são analisadas na Fiocruz. Na sexta-feira, a Secretaria estadual de Saúde informou que os exames, iniciados no dia 13, apresentaram resultado inconclusivo. Segundo o instituto, “as amostras seguem o protocolo e o fluxo padrão da Fiocruz para seu processamento”. Entre domingo e ontem, o Cras recebeu dois animais doentes, número compatível com a média. Para Jeferson, pode ser um indício que o surto passou. “As coisas estão mais tranquilas agora”, disse.

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat


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