Fiat 500 Abarth é pura emoção

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– O pequeno ágil é para quem gosta de dirigir e custa R$ 80 mil –

Os que querem pagar mais por muita adrenalina e disposição de sobra sem gastar muito vão ter que prestar atenção neste diminuto pacote. É difícil entender como cabe tanta coisa nos 3,66 m e nos 1.160 quilos do fiat 500, que aliás, recebeu um para-choques alongado para abrigar o intercooler do motor 1.4 multiair, ‘bombado’ para 167 cv.

Nesta estrutura, com câmbio manual, claro, o que se vende é o prazer de dirigir uma máquina impecável e egoísta. Ela é boa para dois, não mais, e trafega com bom gosto e certa dose de empáfia entre alemães bem dispostos mundo afora.

O 500 Abarth é um carro de pura emoção. Não há razão na sua compra além de gostar de dirigir. O chamado ‘driving feelings’ é excepcional e, além do motor forte, com boa faixa de torque a partir dos 2.500 rpm.

Moto urbana, acelera na frente de muitas delas e chega aos 217 km/h. Até os 100 km/h, gasta 6,9s. No pequeno frasco há ainda novas molas e amortecedores, com carga aliviada por conta do nosso piso, freios dimensionados, pneus de perfil baixíssimo — cuidado com os buracos. Na frente, o conjunto ótico de xênon e o bico diferente do 500 ‘careta’ chamam a atenção. Na traseira, a saída dupla de escapes e a proximidade do solo. Espalhados pela carroceria, escorpiões tomam o lugar dos escudos da Fiat e denotam a preparação especial da escola Abarth.

No interior, bancos concha em couro te seguram nas curvas. O painel estreia uma tela digital que entrega também a aceleração lateral, a força ‘G’. Outro toque esportivo está no relógio que aponta a pressão do turbo, colado à esquerda do ‘cluster’. Com o câmbio posicionado alto e próximo ao volante, a esportividade clama por trocas rápidas.

Em espaços pequenos como este, é fácil acomodar bem pessoas altas e o carrinho parece maior de que é.

Impecável nas curvas de alta e de baixa velocidades, o 500 Abarth é muito divertido. Levemente subesterçante depois dos ajustes de suspensão que o deixaram mais macio e amigável para o uso urbano no Brasil.

Para os apreciadores, o modelo oferece ainda modos de condução, em que a pressão do turbo e da atuação do servo do volante e o bloqueio do diferencial são redefinidas. No modo Sport, só para ousados que dominam. São desligados os controles de estabilidade e o bloqueio e só o ABS permanece ativo. Isto permite tocadas com desgarre de traseira e outras peripécias para os iluminados.

Neste teste mais longo e fora do autódromo, onde houve o lançamento, o Abarth mostrou seu lado urbano, bom para parar e para ser ágil no trânsito.

O modelo é uma delícia, mas custa perto dos R$ 80 mil e encontra muita ‘gente boa’ por perto, como o Citroën DS3, o Suzuki Swift R e até mesmo o Golf. É uma questão de paixão e de superação do baixinho frente aos maiores. Eu ficaria com ele.

Japonês mais equipado de série

A linha 2016 do Nissan Sentra chega às concessionárias com novidades. De série, em todas as versões, controles eletrônicos de tração e de estabilidade, além do sistema multimídia Nissan Connect. A versão S do Sentra sai a R$ 69.190, enquanto que a intermediária SV custa R$ 75.990. A top tem preço de R$ 82.490.

Picape da Renault estreia na Argentina

A Renault vai mostrar no Salão de Buenos Aires, semana que vem, a versão definitiva da Oroch, picape cabine dupla que usa a mesma plataforma do Duster. O modelo provavelmente vai ser equipado com o mesmo motor 2.0 l 16V do utilitário esportivo — 143 cv de potência com gasolina e 148 cv com etanol —, com tração 4×2 ou 4×4.

Produção ladeira abaixo em neutro

A Anfavea teve que revelar o que está óbvio: para o ano de 2015, a queda na produção de veículos deve ficar em torno de 17,8% e as vendas cairão 20,6 %, declarações de Luiz Moan, presidente da entidade. Isto porque as metas de exportações aliviam. É grave a crise.

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