Festival Internacional da Cooperação reuniu 500 pessoas na UFSC, neste feriado

O Poder da Parceria

Evento, realizado em Florianópolis, neste feriado, reuniu aproximadamente 500 pessoas focadas em aprender e compartilhar práticas de cooperação, para um mundo mais pacífico e justo para todos

Quatro dias de muita parceria, aprendizados e compartilhamentos de experiências diversas. Assim foi o Festival Internacional da Cooperação que aconteceu de 20 a 23 de abril, no Centro de Desportos da UFSC e recebeu nomes como Monja Coen, Edgard Gouveia, Terry Orlick, Lala Deheinzelin, Cláudio Thebas, Os Caçadores de Bons Exemplos e tantos outros profissionais renomados no Brasil e no mundo. Ao final do evento, um grande compromisso foi firmado: a rede FICOO vai cooperar com as comunidades próximas ao Vale do Rio Doce, em julho deste ano.

“Não existimos sozinhos. Precisamos de encontros como o FICOO para nos lembrar de que a cooperação é a verdadeira realidade e não uma alternativa”, diz a missionária do Zen Budismo no Brasil, Monja Coen, durante a abertura do evento, dando o tom do que os presentes encontrariam pelos próximos dias de Festival, que contou com cerca de 500 pessoas e teve como objetivo promover interação, comunicação e trocas de experiências entre estas redes e organizações dedicadas ao desenvolvimento humano por meio de projetos, ações pacíficas e experiências da prática da cooperação que acontece no país e no mundo.

O FICOO é um encontro que acontece a cada 18 meses, sempre em diferentes regiões do país. A ação faz parte do Projeto Cooperação em parceria com outras instituições e movimentos colaborativos do Brasil. Alguns dos momentos mais esperados no Festival 2017 foram as conferências com o Pioneiro de Jogos Cooperativos no mundo, Terry Orlick, a futurista Lala Deheinzelin que falou sobre Economia Criativa e a palestra com o educador português José Pacheco, criador da famosa Escola da Ponte, em Portugal, sobre os desafios da (Des) Educação no século XXI. Além de palestras, o encontro contou com mais de 20 oficinas, 18 laboratórios de convivências, rodas de conversa, painéis, feiras de serviços e produtos com o intuito de potencializar experiências e estimular a convivência e o “trabalhar juntos” para o bem comum.

Ações no Vale do Rio Doce

A partir das parcerias firmadas durante o encontro, nasceram 16 iniciativas para a Rede FICOO realizar junto às comunidades do Vale do Rio Doce, em julho deste ano. “Estamos saindo daqui com uma agenda concreta de ações colaborativas para servir uma comunidade que está aberta para receber nossos projetos”, comenta Fábio Brotto, um dos focalizadores gerais do Festival.

O verdadeiro poder da parceria, segundo ele, está em todos desenvolverem a capacidade de amar e de colocar esse valor humano em ação para lidar com as diferenças e com as situações diversas, de maneira que possa beneficiar todo mundo sem exceção.

Outro mundo é realmente possível

Para o paulista e voluntário do evento Gabriel Kolisch a oficina de Sociocracia ampliou sua percepção sobre modelos de autogestão. “Vejo muito potencial de transformação social nas estruturas cooperativas cujo foco está nas pessoas. O Ficoo pra mim foi um momento de ampliar o conhecimento para construir outra realidade por meio das relações humanas”, destaca.

 

Sustentabilidade e outras formas de organização

Fernando Ribeiro, de Itajaí, ficou sabendo do evento através da sua esposa que faz pós-graduação em pedagogia da cooperação, curso oferecido pelo Projeto Cooperação. “Participei da oficina sobre Ecovilas e Sustentabilidade. Percebi que existem muitas saídas para viver em comunidade e a ecovila é uma delas. Conheci experiências práticas de comunidades em todo mundo e percebi como é possível viver do modo que achava que era apenas uma utopia”, compartilha.

Saiba mais sobre o festival: www.ficoo.org

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Fotos:  Rafael Britto.

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