Feira irá capacitar 5 mil pessoas para trabalhar com artesanato

O Dia

– Evento, que começou na última sexta, terá uma semana de atividades em shopping de Itaboraí –

Rio – Quem está em busca de novas oportunidades e de renda extra em meio à crise, um dos caminhos possíveis é empreender com artesanato. Para começar, o primeiro passo é buscar capacitação. Uma oportunidade à disposição do público no estacionamento do Shopping Itaboraí Plaza, em Itaboraí, numa feira de capacitação ministrada pela Caçula Artes Manuais, que começou na sexta-feira e se estenderá por uma semana, das 10h às 17h.

O evento vai oferecer mais de 5 mil vagas em aulas gratuitas de variadas técnicas artesanais. Entre elas, biscuit, decupagem, pintura em tecido, scrapbook, patchwork, bijuteria, tricô, crochê, bordado e fitas decorativas. O sistema das aulas é o ‘faça e leve’: o aluno ganha o material e ainda leva para casa a peça que aprendeu a fazer. As inscrições estão sendo feitas no local. A organização da feira pede que o participante leve um quilo de alimento não perecível, para doação a uma instituição social. Cada empresa participante da feira vai oferecer cinco aulas por dia, com duração de uma hora cada e dez alunos por turma.

A feira marca a inauguração da filial da Caçula no shopping. “Em toda região onde temos loja, sempre realizamos eventos de capacitação, para fomentar o empreendedorismo e a atividade artesanal, contribuindo para geração de renda das pessoas”, explica Roberto Santos, gerente de projetos especiais da empresa carioca, responsável por uma grade de cursos com mais de 60 técnicas ensinadas para cerca de mil alunos por mês.

O artesão Alberto Freitas, de 47 anos, está entre os instrutores do curso ministrado no shopping. Ele passou a se dedicar ao ofício há dez anos, quando ainda trabalhava como vendedor. Hoje, sustenta a família com artesanato e aulas sobre o ofício.

Mas faz um alerta: “É uma oportunidade para aquelas pessoas que perderam emprego no meio da crise. Mas é preciso ter disposição e encarar o artesanato como um trabalho”, recomenda Alberto, que faz toalhas bordadas com fitas de cetim, chinelos, decoração para árvores de Natal e ainda estuda outras técnicas de artesanato, para diversificar a sua atividade.

Um grupo de 15 artesãos de Itaboraí também vai expor seus trabalhos durante a feira. São artistas que trabalham com cerâmica, pedraria, pintura em tela e crochê e outras modalidades.

Bradesco e Sebrae também vão oferecer serviços no evento. O Bradesco colocará à disposição dos empreendedores linhas de microcrédito e serviços bancários, como abertura de conta-corrente. O Sebrae ainda dará instruções sobre como o artesão pode formalizar sua atividade como Microempreendedor Individual (MEI).

Para a artesã Clecy Galvão, de 72 anos, que também ministra aulas no evento, a regularização das atividades é fundamental no crescimento do profissional no ramo. “O MEI é uma garantia para o profissional. Não adianta apenas fazer e vender o artesanato. O artesão também precisa estar regularizado”, argumenta.

Com 45 anos de experiência no setor, Clecy ainda compartilha a sua experiência em aulas ministradas nas unidades Saara e São Cristóvão da Caçula de um ofício que passou de mãe para filha. Danielle Rios, de 40 anos, segue seus passos e hoje também é professora de técnicas artesanais. “O sucesso do empreendimento está na qualidade dos acabamentos e na dedicação”, avalia Clecy, que trabalha com artesanato de bijuteria.


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