Farmacêuticos passam a prescrever medicamentos isentos de receitas

8 de novembro de 2016

Na expectativa de que, até o final do ano, a Anvisa-Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgue portaria regulamentando a adequação do setor farmacêutico para oferta de novos serviços, muitas redes de farmácias já vêm oferecendo medição de pressão,vacinação, monitoramento de glicemia,  aplicação de injeções, acompanhamento de pacientes hipertensos e diabéticos, além de atendimentos clínicos. Nesse último caso, com orientações e prescrições de medicamentos isentos de receitas médicas.

 De todo modo, a Anvisa levou a RDC-Resolução de Diretoria do Colegiado a nova consulta pública que já deverá estar concluída até dezembro.

As informações são do presidente do CRF-Conselho Regional de Farmácia, Mário Martinelli. Ele ressalta que “o setor já dispõe de base legal para atuação sob este novo conceito de farmácia, com a Lei federal nº 13.021, de 2014. 

A legislação converteu as farmácias em “unidades prestadoras de serviços farmacêuticos e assistência à saúde”, deixando de serem meros estabelecimentos comerciais para a venda de medicamentos. 

Segundo ele, “a crise econômica que atinge toda a cadeia produtiva do País, no que tange ao setor farmacêutico, tem afetado apenas alguns empreendimentos individuais, mas não às grandes redes e grupos associativos que continuam a expandir o negócio com abertura de novas lojas, principalmente no interior do estado”.

Martinelli destaca o fato de que até o ano 2000 havia apenas um curso superior de Farmácia na Bahia, oferecido pela UFBA, o que tem levado o setor a importar farmacêuticos de outros estados.

Segundo fez ver, “somente a partir de 2007 houve aumento na oferta de cursos com a profusão de universidades particulares, mas muitos ainda não concluíram o curso, o que tem determinado uma grande carência de profissionais para o setor”.

Ele sinaliza a expansão do mercado com o advento das farmácias hospitalares, públicas e privadas; farmácias de manipulação e as de estética, regulamentadas nos últimos três anos.

O presidente do CRF considera que “a prescrição de medicamentos pelos farmacêuticos, sem afetar o exercício específico dos médicos, deverá reduzir a crescente automedicação no País”.

Caso em que menciona o “uso indiscriminado do Paracetamol, como responsável por 32% dos casos de intoxicação medicamentosa no Brasil. O remédio tem sido adotado por consumidores no combate a dores e no auxílio aos tratamentos de Dengue, Zica e Chicunkunya, acarretando efeitos colaterais como inflação hepática, seja pela agressão dos vetores daquelas endemias seja pela própria medicação”.

Ele salienta as exigências rigorosas para abertura de farmácias e o fato de que nos últimos dez anos houve uma significativa otimização do comércio farmacêutico, com profissionais presentes, ambientes mais limpos, organizados e climatizados em várias unidades.

Leia também...

Loading...
Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Leitores On Line