Esplanada: História cinematográfica deixa o Governo em apuros

4 de junho de 2017

O Dia

– Empresário brasileiro do setor de mineração repatriou ano passado, acredite, R$ 44 bilhões e fez tratativas com a cúpula de banco na gestão Dilma Rousseff. O problema é que o dinheiro sumiu –

Brasília – Uma história cinematográfica com mistério deixa o Governo em apuros, em especial um banco estatal. Empresário brasileiro do setor de mineração repatriou ano passado, acredite, R$ 44 bilhões e fez tratativas com a cúpula do banco na gestão Dilma Rousseff.

O problema é que o dinheiro sumiu. O minerador procurou um deputado e advogados, mostrou o cartão da conta, o extrato, e houve uma primeira reunião na instituição há dias. Os advogados não autorizam a divulgação do cliente e do banco.

Alô, patrulha

Os diretores do banco não deram argumentos satisfatórios, segundo o minerador, que não descarta acionar a Polícia Federal em breve.

Coldre & Batom

Uma delegada deve assumir a diretoria da PF. Ela já conversou com o GSI do Palácio e com a inteligência do Exército. Tem a aprovação do Palácio, mas pediu tempo.

Bon vivant

De atento observador de BH: quando governador, Aécio desfilava num Jaguar azul marinho e, às sextas, pegava jatinho para o Rio, de onde voltava às segundas.

A conferir

As primeiras análises da gravação feita pelo empresário Joesley Batista na sala do Palácio do Jaburu, que colocaram o presidente Michel Temer na guilhotina, não detectaram cortes ou edições. A perícia deve ser concluída em 15 dias, mas a divulgação dos resultados permanece incógnita.

Estado paralelo

O ministro Roberto Barroso, do STF, decidiu que é inconstitucional a existência de órgãos de consultoria jurídica nos Estados atuando de modo paralelo às Procuradorias-Gerais. Ele deu a decisão em ação ajuizada pela Anape, que representa nacionalmente os procuradores estaduais e é a maior entidade da advocacia pública no país.

No vermelho

A agência de classificação de risco Fitch aponta que a turbulência política do Governo Temer poderá ter impactos no programa federal de socorro e retardar a aprovação de leis que aliviem as pressões sobre os Estados endividados.

Os aflitos

Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul aderiram ao programa, costurado pelo Palácio do Planalto com o Congresso, para tentar tirar as contas do vermelho.

Faz jus

Relator do pedido de anulação da delação da JBS, o deputado Carlos Melles (PSDB-MG) foi apelidado de “Da Hora” na lista da Propinobrecht. Apareceu na hora certa.

Prato frio

As agências vão segurar até o fim do ano campanhas com o rei Roberto Carlos, o ator Tony Ramos e a apresentadora Fátima Bernardes na TV com produtos da J&F Holding. A JBS não quis se pronunciar e os famosos não foram localizados para comentar.

Na gaveta

Permanece parado em algum escaninho do Itamaraty o pedido de extradição do empresário delator Joesley Batista, dono da JBS, apresentado há mais de uma semana pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Vem mais

O democrata sustenta que há crimes contra a ordem econômica que “não estão englobados no acordo firmado entre os sócios do Grupo JBS e a Procuradoria-Geral da República (PGR)”. A Coluna lembrou que eles são alvos de quatro operações da PF.

Cadê?

Autor da PEC das eleições diretas, o deputado Miro Teixeira cobra o povo na rua. Só a pressão faz acontecer. “Estamos melhor que ontem, o risco de impunidade é menor”

Ponto Final

“Eles querem passar o clima de normalidade democrática. O que não está acontecendo. Esse governo acabou”

Do senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

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