"Dilma fez por Salvador o que o FHC e aliados não fizeram", afirma Gilmar

A declaração do secretário da Casa Civil de Salvador, Luiz Carrera (PV), de que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff teria sido um ‘benefício’ para Salvador, fazendo referência aos recursos liberados pelo governo federal para a construção do BRT, não caiu bem entre os membros da oposição. Para o vereador Gilmar Santiago (PT), as acusações foram apenas uma forma de justificar a escolha do prefeito de Salvador em apoiar o governo Temer durante o processo de afastamento de Dilma. Gilmar lembrou de importantes obras feitas na cidade durante a gestão da petista e afirmou que as verbas só diminuíram quando a crise econômica se instalou de vez no país.  

“No governo da presidenta Dilma, Salvador recebeu muitos investimentos, isso vem desde os dois governos do presidente Lula, o primeiro mandato da presidenta Dilma e esse que foi cassado. Muitos investimentos, obras de infraestruturas, esta aí o metrô de Salvador, obras de mobilidade que fazem a integração em Salvador, a Orlando Gomes, a Via Expressa, um conjunto de obras. A presidenta Dilma fez por Salvador o que o presidente Fernando Henrique Cardoso e outros nomes que eram ligados ao atual grupo não fizeram”, disse Santiago.

“Quanto ao BRT, em nenhum momento houve qualquer tipo de retaliação da presidente Dilma. O VLT, que é uma obra do governo do estado para o Subúrbio, não saiu recurso. Quando o secretário diz que foi bom para Salvador, ele quer justificar o apoio que o prefeito ACM Neto deu ao golpe que foi perpetrado contra a presidenta Dilma. Eles apoiaram o presidente golpista e agora querem justificar com a liberação de recurso para o BRT. O BRT precisa ser discutido melhor com a cidade, precisam explicar que vão fazer um BRT que é o mais caro do Brasil. Um BRT de nove quilômetros apenas, com um processo de degradação ambiental grande, toda a região do Lucaia vai sofrer com a derrubada de árvores. Poderia ser um projeto com o menor impacto ambiental, que faria a ligação com o metrô.

Durante entrevista exclusiva à Tribuna, Carrera afirmou que “o próprio presidente Lula reordenou o direcionamento dos recursos para cidades e estados onde eles tinham prefeitos e governadores”, e que Neto foi inteligente ao repassar o metrô ao governo do estado, já que dificilmente receberia o aporte financeiro suficiente para o modal.

Acho que ele está querendo justificar exatamente a posição política do prefeito que apoiou o golpqe que foi dado no Congresso Nacional contra a residente Dilma, com os recursos do BRT. Está sendo injusto porque o volume de recursos liberados pela presidente Dilma ao longo dos anos supera e muito os do BRT. As obras de mobilidade, de saneamento, do Minha Casa Minha Vida que a própria prefeitura foi beneficiada. Então, em nenhum momento houve retaliação. O que houve foi que o momento que eles queriam que ela liberasse recursos foi quando começou efetivamente a crise. Mas as negociações estavam sendo feitas. Agora estão querendo fazer espuma para dizer que Geddel Vieira Lima ajudou a cidade. É mais politicagem do que tudo”, afirmou.

Gilmar rebateu ainda as afirmações de que a  segunda gestão do democrata será baseada na geração de empregos. 

Para ele, Neto deveria ter criado um programa de reduções tributárias para conseguir cumprir a promessa. “Por que não fez antes? Por que em quatro anos de gestão o prefeito não gerou esses empregos? A crise econômica do Brasil foi a partir de 2014, mas até 2014 o Brasil viveu o melhor momento. Ele não gerou emprego nenhum em quatro anos, vai gerar agora? Para gerar agora seria preciso um programa de pacotes para reduzir a carga tributária, sobretudo do setor produtivo da cidade, um conjunto de tributos, que ele aumentou de forma efetiva”. (GS)


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