CultFM leva para a web o clima da antiga Fluminense FM

Ricardo Schott

– A emissora (radiocultfm.com) privilegia o rock clássico e o blues –

Rio – Reside um pouco da era dourada da antiga “maldita” (a Fluminense FM dos anos 1980) na web rádio Cult FM, dirigida por Luck Veloso e André Luiz Costa desde 2009. A emissora (radiocultfm.com), privilegia o rock clássico e o blues, e tem como colaboradores nada menos que Luiz Antonio Mello, diretor da Flu FM em sua fase oitentista, e Jamari França, veterano jornalista que cobriu todo o nascimento do rock brasileiro da década de 1980.

“Cresci ouvindo e lendo os dois e é uma honra tê-los aqui com a gente. São dois grandes nomes do rock nacional. Falo isso para o Jamari e para o Luiz, e eles até me chamam de puxa-saco”, conta Luck que, mesmo com os clássicos do estilo musical, lançou também bandas novas do rock brasileiro. “Kapitu e La Guerra, por exemplo, chegaram a tocar num evento nosso no Teatro Odisseia. A ideia não é imitar a Fluminense. Mesclamos coisas novas com clássicos. A chegada do Lam (apelido de Luiz) e do Jamari nos ajudou a direcionar”.

Jamari apresenta o ‘Jam Sessions’, domingo às 22h, e Luiz cuida do ‘Uivo’, com histórias e sons do rock, quinta às 23h. Mais recordações: a dobradinha ‘Maldita’ — Circo Voador (quando havia eventos como o ‘Rock Voador’ e a rádio divulgava tudo o que acontecia sob a lona, em 1982) é revivida em vários momentos no programa ‘AndiOn Stage’, da jornalista Andrea Andion, domingo às 21h, com entrevistas de artistas feitas em passagens de som. Já o sócio de Luck, André, apresenta meia hora de rock latino todo domingo, às 21h30, no ‘Sonidos’. 

“Eu tinha um programa de música eletrônica, mas quando nos viramos para rock e blues, me demiti do cargo de apresentador”, brinca Luck que, fora da rádio, trabalha com educação à distância e edição de áudio. A ideia de uma rádio on-line surgiu quando ajudou a implantar a emissora interna de uma universidade. “Tenho 44 anos, vim do analógico, rodava fita cassete usando caneta. Acho que as pessoas ainda têm resistência à ideia da rádio digital, mas isso está mudando”.

A rádio não tem sede fixa: Luck faz todo o playlist na mão, os locutores trocam áudios por whatsapp. “Posso trabalhar de qualquer lugar. E o alcance da internet é fantástico. Tem gente nos ouvindo na Indonésia”, espanta-se.


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