Conselho fiscal: reunião anula os contratos para a Arena

A direção do Vitória deve arcar com um prejuízo inicial de R$ 700 mil com a decisão do Conselho Fiscal do clube, que votou pela anulação, ou suspensão de todos os contratos assinados para a construção da Arena Fonte Nova, num investimento inicial, superior a R$ 1 milhão. Pouco mais de noventa conselheiros compareceu a reunião do Conselho Deliberativo do Vitória para analise do relatório preparado pelo Conselho Fiscal.

Em uma hora e meia de reunião, os conselheiros analisaram o relatório do Conselho Fiscal que apontou irregularidades nos contratos da Arena Barradão. 

Segundo Cristóvão Rios, presidente do Conselho Fiscal, os contratos foram firmados sem autorização do Conselho Deliberativo do clube, e além da falta de autorização, não houve estudo de viabilidade, faltou tomada de preços ou concorrência administrativa por causa do custo do projeto. Somente o conselheiro Juarez Dourado foi contra a recomendação da anulação dos contratos. 

“Um investimento dessa ordem, em torno de R$ 270 milhões, precede um minucioso estudo de viabilidade, que não existiu, não consta no processo. Ao se iniciar a execução de um projeto sem se ter a certeza, antes, de que o investimento em uma Arena deste porte é viável, trata-se de uma viagem no escuro, sem rumo.

O caso do Corinthians, por exemplo. Hoje eles têm uma dívida grande devido à incapacidade de honrar o pagamento (da Arena). Para este investimento, o Corinthians deu como garantia seu patrimônio”, Ed não é viável o Vitória correr esse risco no momento”, explicou um dos conselheiros, no final da reunião do Conselho Fiscal.
 


Outros destaques: