Concurso eleva autoestima de mulheres com manequim acima de 46

Brunna Condini

– No Miss Plus Size a beleza não depende do peso –

Rio – As mulheres não têm corpos iguais. Essa é uma das razões para a criação dos concursos Plus Size, que vêm colaborando para romper com os padrões de beleza exaltados pelo mundo da moda e elevar a autoestima das mulheres que vestem manequim a partir de 46, ampliando os horizontes dos concursos de beleza.

Para Eduardo Araúju, idealizador do Miss Plus Size Carioca, desde 2010, a beleza não depende do peso. “O mundo não é feito só de manequins pequenos. Não faço apologia à obesidade, e sim à felicidade. Saber aceitar-se, assim do jeito que somos”, ressalta Araúju.

O Miss Plus Size, o mais tradicional concurso do segmento, chega à sua primeira edição nacional, com a grande final acontecendo em 26 de novembro na Casa de Espanha, no Humaitá. A candidata do Rio de Janeiro, Day Ferreira, 29 anos, moradora de Deodoro, viu no concurso uma forma de derrubar preconceitos e também uma oportunidade profissional, já que sonhava ser modelo. “Comecei a trabalhar na área há dois meses. Antes, não pensava que era possível”, diz Day.

A representante carioca conta que buscou o concurso para melhorar a autoestima. “Não encontrava roupas que curtisse nas lojas, isso sempre me incomodou. E não reflete os corpos da maioria das mulheres brasileiras, que são cheias de curvas”, diz ela, que está ansiosa para a final. “Não esperava nem de longe ganhar o carioca, quero ganhar o nacional”.


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